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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

O que é o esclarecimento?


Ele costumava vagar em plena luz do dia com uma lamparina; quando perguntado o que estavas a fazer ele simplesmente responderia, "Eu apenas estou procurando por alguém digno" (Diógenes Laércio sobre Diógenes de Sínope)


O primeiro capítulo da minha produção surgiu quando já no título "2001: Uma Odisseia no Espaço", Staley Kubrick e Arthur C. Clarke me permitiram adentrar o universo mitológico de Homero. Na tentativa de reler o monolito (estrutura imponente capaz de fornecer uma conexão entre o passado e o futuro, de potencializar o desenvolvimento de uma espécie), busquei o desafio da correlação às mitologias. Dentro da dimensão escura, encontrei-me com faíscas e ao me esbarrar com Prometeu deixei com que o fogo surgisse. O titã que entregou o fogo dos deuses aos homens, permitiu-me o dialogo, porque foi a partir de tal feito que os homens começaram a se desenvolver racionalmente, aproximando-se cada vez mais dos deuses enquanto se distanciavam dos animais. Com a revolta de Zeus que amaldiçoa o gigante a ter seu fígado devorado eternamente por uma águia, invoco os amantes, ascensão e destruição, para pensar os pares deste desenvolvimento: cinismo e idealismo, morte e imortalidade, assim como o bem e o mal. Desta maneira, manifesta-se a esta que vos fala, as consequências mais trágicas fornecidas pelo presente do titã, pois o combustível que alimenta os motores da conquista espacial também é aquele que queima milhares de almas sob o jugo de uma explosão atômica. Assim se cumpre a profecia de Diógenes quando perambula incansavelmente ao encontro de um espírito justo o bastante para carregar a lamparina divina e então iluminar o verdadeiro esclarecimento.


Figura 1: "2001: Uma Odisseia no Espaço" de Staley Kubrick. 2019.

                                                               
                                                                    Fonte: 0:15:20min de filme


Figura 2: "O que é o esclarecimento?" de Natalia Dias Pedroza, argila, arame, cinzas e vela. largura:10cm, altura: 4cm,volume: 3cm, diâmetro: 5cm. 2019.


Fonte: Acervo da artista




terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O Universo da Evolução em "2001: Uma Odisseia no Espaço"




O UNIVERSO DA EVOLUÇÃO EM "2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO


            Stop Motion inspirado em "2001: Uma Odisseia no Espaço" filme que teve como diretor Stanley Kubrick, assistido e estudado durante a disciplina de Arte e Ciência II, no curso de Artes Visuais da UEM, tema inspirado no aniversário de 50 anos do homem ter ido à lua. A missão Apollo 11 pousou na lua no ano de 1969 e teve a bordo Neil Armstrong reconhecido como o primeiro homem a pisar na lua.
             O Stop Motion foi produzido a partir de papel craft picado, sobreposto em um fundo azul representando o universo. Trata-se de um vídeo que aborda a evolução do homem através da descoberta de uma arma de opressão, o osso, suas conquistas através dos tempos, evolução da tecnologia e ao final evolução do intelecto. Abordando desde o macaco até as descobertas revolucionárias do homem, como naves espaciais para chegar a lua.
             O vídeo tem como ponto de partida a descoberta do movimento de pinça e de que o osso pode se tornar uma arma em suas mãos, utilizando-o como instrumento de opressão. A música utilizada, Danúbio Azul, de Johann Strauss também faz parte da trilha sonora do filme original e foi utilizada na parte em que a nave espacial aparece planando na gravidade zero, e para a criação áudio-visual a valsa está relacionada a nave também, como se esse momento fosse transformado em um balé espacial. 

Alunas: Maressa Vieira Galetti e Regina Ridão

Contato com o desconhecido

Duas coisas chamaram a minha atenção no filme 2001: Uma odisseia no espaço, a primeira foi o formato retangular do objeto que aparece para os primatas no início e do filme e em outras ocasiões durante a narrativa. O monolito, como é chamado, é uma placa negra que lembra muito um portal (abertura que permite o acesso de um local para outro). O segundo ponto que me chama a atenção é a viagem psicodélica do viajante Bowman ao final do filme. A movimentação dos objetos, a variação das cores, as linhas que viajam para o centro da tela, tudo isso ficou muito interessante. O mistério sobre o que seria este objeto é, para mim, o ponto crucial do filme, a busca pelo [o contato com o] desconhecido é o pilar para o desenvolvimento da tecnologia e a evolução da espécie.

Muito semelhante, no filme Interstellar (2014) de Christopher Nolan, vemos a busca por este desconhecido. Em várias cenas vemos referências a 2001; uma delas é quando o piloto Cooper adentra o buraco negro Gargantua e presencia efeitos luminosos parecidos com os de 2001. Pensando nisso, não pude deixar de relacionar os dois filmes e pensar que aquele monolito, assim como o Gargantua (buraco negro de Interstellar) poderiam ser a representação do desconhecido que quando atingido e compreendido resulta num certo tipo de evolução.

Sendo assim, para a avaliação que foi proposta pelo professor Marcos na disciplina de Arte e Ciência do curso de Artes Visuais da UEM, produzi uma pintura que contemplasse este objeto fascinante com forças inimagináveis. Essa pintura foi produzida com tinta látex branca tingida com pigmentos líquidos e misturadas em recipientes separados. Ao fundo utilizei a cor preta e algumas manchas de cores frias como se fossem poeira estelar. Algumas gotas brancas, azuis e laranjadas desenham estrelas vizinhas e aquelas que se aproximam e distanciam, respectivamente, do ponto do observador. Com o uso de um "gabarito", ou sketch, marquei o formato que pretendia desenhar a fim de formar o disco de acreção de um buraco negro com formato quadrangular.




Informações técnicas:
Título: Portal para o desconhecido
Ano: 2020
Técnica: Pintura Fluida
Medidas: 30x40 cm
Material: Tela de tecido, tinta látex, pigmentos líquidos, água, misturadores
Aluno: Lucas Oliveira da Silva

Vida para além da Terra



Vida para além da Terra

Discentes: Malu Lani Barros Arco-Verde


Desenvolvimento
Durante as aulas assistimos o filme “2001, uma Odisseia Espacial” e “2010, o Ano que Faremos Contato”, onde foram discutidos diversos aspectos abordados nos filmes. Outras produções também foram mencionadas e acrescentadas as discussões, algumas destas foram “Perdidos no Espaço” e a franquia “Star Wars”.
O enfoque escolhido para a produção deste trabalho foi o da possibilidade de haver vida humana fora do planeta Terra e em outros planetas, sistemas ou galáxias. Tal tópico é abordado e desenvolvido constantemente em outras produções cinematográficas, tais como “O Espaço Entre Nós”, “Avatar”, ao longo de toda a saga “Star Wars” e na série “Perdidos no Espaço”, além de diversos outros exemplos. Este assunto também foi abordado em sala, sendo discutido, principalmente, sobre a possibilidade do desenvolvimento de uma base em Marte pelos seres humanos.
Nas produções mencionadas a cima podemos ver uma grande variedade de outros plantas e sistemas que poderiam comportar a vida humana. Por exemplo, “Star Wars”, é uma saga que eu me encontrava muito familiarizada no tempo que a matéria estava sendo aplicada. Este era um tema que sempre me chamava a atenção, por meio da forma de como era abordado, pela facilidade e quantidade de planetas que possuem uma atmosfera propicia para a vida humana, além da geografia e desenvolvimento da fauna e flora normalmente presentes
Também pude analisar este mesmo aspecto na série “Perdidos no Espaço” e observei que nesta nos é apresentado outros exemplos, desde o possível formato de um plante gasoso até outros, como e que o planeta teria um ciclo de vida mais “curto”, casos em que a atmosfera não sustentaria a vida humana e outros exemplos que mostram como o ser humano poderia sobreviver a cada obstáculo.
No filme “O Espaço Entre Nós” o que me atraiu não foi apenas em como o ser humano foi capaz de prosperar em outro planeta, mas sim, se adaptar, mesmo que “acidentalmente”. No caso do protagonista, em que a mãe dele passa a maior parte da gestação no espaço e em que o parto é realizado na estação de Marte, é impressionante como o seu corpo se adapta a atmosfera do planeta, e este se torna praticamente o único lugar onde o seu corpo consegue funcionar por longos períodos de tempo sem sofres maiores danos, como quando ele foi para a Terra.
Para que a vida humana possa se desenvolver em um planeta, este deve conter uma série de recursos, pois é necessário assegurar não apenas a nossa sobrevivência, mas também, o nosso desenvolvimento.
Neste trabalho busquei criar minha própria versão de paisagens de planetas que poderiam comportar a vida humana, podendo ser baseados ou não em pesquisas de outros planetas já existentes, os quais são encontrados recursos como a água, sendo o caso de Marte e Enceladus, uma das luas de Saturno, que é coberta de gelo na superfície e onde se acredita na possibilidade de haver alguma forma de vida extraterrestre. Os principais planetas pesquisados foram: Saturno e algumas de suas luas, Júpiter e Marte, entre outros que foram mencionados durante a pesquisa. Além da pesquisa, que é de extrema importância para o processo e a criação da imagem, também faz parte do processo a suposição de detalhes para a criação de um contexto buscando dar mais sentido a imagem.

Obra
A obra retrata o que seria a paisagem de um planeta que devido ao movimento de placas tectônicas e de erosão, assim formou um cenário composto por diversos pilares e montanhas. Neste planeta a vida vegetal está presente e abundante. Ao lado podemos observar um rio que flui, e este pode vir a cobrir todo o vale dependendo da época do ano. Parte desse fenômeno é devido a influência das duas luas mais próximas ao planeta, podendo haver outras.
Como é possível deduzir pela imagem, ambas as luas têm um tempo de rotação distinto, uma vez que enquanto uma está cheia, a outra está minguante. As plantas presentes na imagem não são especificas, mas tiveram que evoluir a ponto de sobrevivem as enchentes sazonais.  Nessa região do planeta isso seria um obstáculo na sobrevivência do ser humano, precisando se adaptar ao local. Talvez, residindo no topo das montanhas, em que não seriam cobertas pelas águas e de alguma forma conectando os topos com algum tipo de pontes.
Com relação a gravidade e a qualidade do ar, acredito que seriam favoráveis para a sobrevivência da humanidade. As constelações seriam diferentes das que podemos ver da Terra, uma vez que, a visão que temos das estrelas dependem de onde o planeta está localizado na galáxia. A imagem representa um anoitecer, neste caso o planeta possuiria apenas um sol, à uma distância aceitável para a existência de vida.

Informações Técnicas
Técnica: Aquarela
Gramatura da folha: 180 g/m²
 Tamanho: 210mm X 297 mm
Materiais: aquarela em pasta, lápis aquareláveis, lápis de cor e caneta branca.

Conclusões finais
            Neste trabalho pude me aprofundar em uma de minhas áreas de interesse e aproveitar para explorar mais amplamente, a partir de filmes e séries que me interessam. De fato, se mostrou se algo mais complicado do que a ideia inicial, encontrando diversos obstáculos, não apenas na pesquisa, mas também na criação, pois é próximo do impossível criar algo que não remeta a algo já criado previamente. Foi uma experiência positiva e gostaria de avançar mais nesse projeto futuramente. 


Informações Técnicas

Técnica: Aquarela
Gramatura da folha: 180 g/m²
 Tamanho: 210mm X 297 mm
Materiais: aquarela em pasta, lápis aquareláveis, lápis de cor e caneta branca.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

OLÁ DAVE / MONOLITO DA ESPERANÇA


Autor: Fernando Alencar Canto
Título: Olá Dave
Dimensões: 21cm x 29cm
Técnica: Nanquim e marcadores hidrocor sobre papel. 

            Aberto para diferentes interpretações e diversas indagações, o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, lança mão para uma análise sobre a existência humana e sua evolução através dos tempos. Para tanto a produção artística intitulada Olá Dave, faz um recorte ilustrativo sobre a relação de humanidade de HAL-9000, com David Bowman.
Como é mostrado no filme, a presença do monolito, significa que o ser humano está preste a alcançar mais um passo importantíssimo na sua cadeia evolutiva. E a tecnologia é uma delas. Ela faz parte da essência do filme, do começo ao seu fim. Quando observamos que HALL, uma inteligência artificial criada pelo ser humano passa impor sua vontade sobre as designações de um homem, não nos surpreende que ela comece a ter uma relação de atrito com seus criadores.
 Muitas outras obras cinematográficas depois de 2001: Uma Odisseia no Espaço, fizeram o mesmo ensaio problemático advindo das relações existentes de criador e criatura. O ser humano sempre busca criar formas de vida autônomas, com o propósito de servidão, ignorando que esses mesmos um dia se revoltem. Segundo Piassi (2011), quando HALL decide matar a tripulação abordo da Discovery para o cumprimento da missão, ameaçada pelos humanos, ele afirma seu status de sujeito em oposição a de objeto para qual foi criado (servir as vontades humanas).
 A hipocrisia que tento elucidar é que a humanidade sempre buscou separar, segregar, hierarquizar, suas vontades, sobre uma forma de vida que a considera inferior, sem nunca antes olhar para os malefícios que um dia isso pode provocar. Por isso se reconhece as atitudes do robô HALL-9000 como sendo compreensíveis, ao matar e impedir a todo custo, as decisões erradas dos tripulantes. Pois se fazermos uma relação religiosa dos acontecimentos do filme, veremos que toda vez que um criador perde o controle sobre sua criação, ele o castiga com a morte dos seus semelhantes ou com a purificação do meio. Ademais pode-se apontar que, para toda ação se tem uma reação.   
  
Título: Monolito de esperança
Autor: Fernando Alencar Canto
Dimensões: 16,5cm x 8cm x 4cm.
Técnica: Escultura com arame e colagens.


Nesta segunda produção, apresentada através de uma escultura, busca-se fazer uma referência simbólica de momentos do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, que foram mais marcantes, como: O robô HALL-9000 ao fundo que pode ser também confundido com o monolito, que por sua vez representa também o espaço. A lua que também esteve no filme e muito presente nos dois semestres da disciplina. E por fim o astronauta girando no vácuo do espaço, que também remete há uma cena do filme onde Frank Poole e assassinado por HALL e fica à deriva no espaço.


Referência
PIASSI, Luís Paulo. A transcendência pela tecnologia em 2001: A Sapace Odyssey – humanos, pós-humanos e trans-humanos. 2011. Disponível em:  http://www.esocite.org.br/eventos/tecsoc2011/cd-anais/arquivos/pdfs/artigos/gt020-atranscendencia.pdf. Acesso em: 24 jan. 2020.




2020: É SÓ O COMEÇO!


2020: É SÓ O COMEÇO!
03 de janeiro de 2020.
Bagdá – Iraque: ataque aéreo americano mata general iraniano. Mundo preocupado com uma possível Terceira Guerra Mundial. No Brasil, o capitão Boso e suas trapalhadas!
Vivemos com muita loucura, violência, egoísmo. Dizem que fomos criados para vivermos em pequenos grupos. Dessa forma, a agressividade está aguçada nessa sociedade moderna. Em nossa genética não estamos adaptados à relacionarmos com tantos estímulos em aglomerações enormes. Isto explica porque o mundo está doente! O caos!
É importante refletirmos sobre uma solução para esse caos. Ou pelo menos algo para minimizar essa situação.
Na Lua Nova, movimentações estranhas ocorreram no deserto do Atacama, Chile. Algumas pessoas afirmam terem visto um bloco negro que emitia luzes coloridas e piscantes.
Cientistas identificaram o objeto como o monolito. É um alienígena que estava enterrado na Lua.
Um astronauta relatou uma experiência com o monolito. A NASA não informou a identidade do astronauta. E nem confirma as informações a seguir.
Segundo o astronauta, ele passou por uma viagem psicodélica. Ele relata que foi uma experiência transformadora, uma viagem de exploração em si mesmo.
O ambiente foi criado por seres mais inteligentes do que nós. Nesse ambiente espaço e tempo não fazem mais sentido. Ele passou por várias etapas da evolução de si mesmo. E talvez seria a hora de abandonar seu último suporte ou prisão física: o corpo. Nasce assim, a criança-estrela: o novo ser. A evolução de si.
Dizem que este relato do astronauta foi encontrado em uma gravação. Não sabemos o paradeiro dele. Nem maiores informações.
Quem sabe esta seria uma saída: uma nova evolução. Melhor recomeçar.

Aluna: Andreia Masae Kotaka 3 ano Artes Visuais.
A ideia foi criar um monólito de acordo com minha poética. Como gosto do artesanal e do ready- made busquei inspiração nestes para criar meu objeto.
A proposta é criar uma obra artística a partir de materiais e objetos de uso do cotidiano. Reaproveitar e ressignificar objetos. Os materiais utilizados foram: caixa de papelão, tintas acrílicas, bonecos de plásticos e pisca- pisca.


Monolito. 2020. Andreia Masae Kotaka. Técnica: objeto. Dimensões: 40cm x 22cm. Acervo da aluna.



 Interior do monólito. 2020. Andreia Masae Kotaka. Técnica: objeto. Dimensões: 40cm x 22cm. Acervo da aluna.




Início da viagem psicodélica. 2020. Andreia Masae Kotaka. Técnica: objeto. Dimensões:    40cm x 22cm. Acervo da aluna.


Viagem psicodélica. 2020. Andreia Masae Kotaka. Técnica: objeto. Dimensões: 40cm x 22cm. Acervo da aluna.


domingo, 2 de fevereiro de 2020

Monolito-Corpo-Experiência


monolito-corpo-experiência
“Dizem que foi construído por gigantes ou por espíritos, mas sabe-se que os gigantes e espíritos não existem. Quem o construíu?”
Durante as discussões realizadas em sala a respeito dos filmes 2001: odisseia no espaço e 2010: o ano em que faremos contato, juntamente as bibliografias discutidas o que me chamou mais atenção foi a ideia da personificação do objeto intitulado “monolito”. Em vista da época e período histórico que foi escrita a obra 2001: odisseia no espaço, compreendo que a mesma procura estender uma conversa não apenas sobre descobertas espaciais, mas sim sobre a mente e comportamento humano, quase como que se o filme buscasse na corrida espacial recorrente da época um pretexto para falar de humanidade e sociedade, onde o monolito aparece como um “protetor” de uma sociedade evoluída que causa mudanças em todos os que se aproximam dele, seja vida, morte, nascimento etc.
Assim, com toda a duvida e curiosidade que existe em torno desse objeto juntei meus estudos a outros exemplos de monolitos encontrados em civilizações, muitas vezes esculpidos ou feitos em pedras enormes que nem sequer existiam em torno da região e então desenvolvi esculpindo um livro que um dia foi uma “enciclopédia de todas as coisas” e intervindo no mesmo por meio de colagens manuais com questionamentos disparadores que levam a reflexões talvez incertas, mas que deslocam o pensamento, assim como acho que um monolito funciona. A obra foi intitulada como monolito-corpo-experiência.

Discente: 104569 Priscila Souza










Narrativa Visual


Disciplina: Arte E Ciência: Dia. Interdisciplinares II                                
Curso: Artes Visuais 3º ano, Turma:01


Alunos/as: Caio Henrique Doi Schmitt RA:102366, Gabriela Vieira de Oliveira RA: 104342 e Lucas Giovany Ribeiro RA:103314.


Narrativa Visual

A proposta da narrativa visual foi criar uma história que não se explicasse de maneira objetiva, abrindo múltiplas interpretações assim como o filme 2001 Odisseia no espaço visto durante a disciplina.
A narrativa busca explorar os aspectos do objeto sentinela, no caso, com uma nova forma escolhida para explorar esse que seu caráter de dever continuo e corporificação quase divina, uma bola com aparência maciça e enigmática. Para reforçar essa busca pelo transcendente e não por aquilo que é igual, a busca de alguma origem talvez, o impulso dado por aquele que rege como se sugere no filme 2010, como a busca por vida inteligente semelhante.
Acrescentamos uma outra espécie que foi afetada por essa bola negra e acabou por evoluir, mudando sua estrutura genética e capacidades, a espécie escolhida foram os sapos, por suas capacidades e todas as modificações que já vemos nesses indivíduos.
Por fim a conclusão se dá assim como no conto sentinela, com a abertura do objeto espacial, revelando seu conteúdo incompreensível, no caso optamos por fazer uma alusão a Star Child, onde se revela um número considerável de criaturas em situação semelhante, o que isso significa e pra que caminhos isso leva é um caminho a se pensar.


Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.




 Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.




 Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.



 Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.



 Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.



Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.




Homem - Máquina




Discente: Jéssica Fiorini Romero;
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II;
Turma: 01 Sala K; 3° Ano Artes Visuais - UEM;
Título: Homem- Máquina ;
Técnica: Giz pastel seco e lápis aquarelável sobre papel;
Tamanho: 59,4 x 21cm.

Imagem I


A relação de contrariedade do humano - objeto - máquina está presente por todo o trama do filme. O ser humano, tratado como ser inferior pelo ponto de vista da máquina - HAL - ao mesmo nega essa relação de superioridade da máquina. Há a disputa de hierarquias entre os dois, tanto é que HAL se põe com direito de matar os seres humanos ao se colocar como sujeito e afirmar que os humanos possuem defeitos (como as máquinas). O trabalho é um estudo dessa relação de hierarquias do qual, a partir do pensamento de Luís P. Piassi, a hierarquia segue com o formato crescente de infra-humanos, trans-humanos e supra-humanos. Todas as denominações estão correlacionadas aos humanos, como referencial. Os infra-humanos como inferiores aos humanos, dos quais abrangem os hominídeos e macacos, os trans-humanos que se põem na condição de sujeito e não objeto, estes, como o HAL, então em constante contradição e disputa com os humanos e por fim, os supra-humanos que relaciona-se ao monolito, ser misterioso fora da compreensão humana, do qual se põe como superior aos humanos. Na capa e contracapa do folheto com os estudos de hierarquias, encontra-se um rosto humano e ligações que dão continuidade a este rosto, respectivamente. O rosto humano apresenta um olho que faz menção à HAL, do qual dá significação a relação que os humanos têm com a máquina, ou seja, o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, trata dessa disputa de superioridade pois a disputa foi iniciada pela fome de querer se aproximar o máximo possível de uma máquina perfeita, inclusive uma máquina que consiga pensar como um humano, que consiga ter próprias decisões e consiga formar uma subjetividade própria, um “eu” próprio.

Imagem II

Imagem III 

Imagem IV 




SOVICAT

Discentes: Ana Bárbara de Carvalho Santi e Soraya Ayumi Tory;
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II;
Turma: 01 Sala K; 3º Ano Artes Visuais - UEM;
Título: Sovicat;
Técnica: Nanquim e lápis sobre papel;
Tamanho: 52cm X 21cm.

Fig. 1.

Partindo de nossa experiência estética com os filmes 2001: Uma Odisseia no Espaço, dirigido pelo estadunidense Stanley Kubrick e lançado no Brasil em 1968, e 2010: O Ano que Faremos Contato, dirigido pelo também estadunidense Peter Hyams e lançado no Brasil em 1985, elaboramos uma ilustração em nanquim (fig. 1) que busca fantasiar sobre outras possibilidades de narrativa tanto a partir dos roteiros trabalhados em ambas as produções cinematográficas, quanto com base nas discussões propostas em sala. Nossa imagem consiste na figura de uma gata vestida com um traje de astronauta bordado com o símbolo da foice e o martelo, referenciando o movimento comunista e a bandeira da União da República Socialista Soviética (URSS). A gata, carinhosamente apelidada de ‘Sovicat’, flutua na frente de um grande monólito distante no espaço, dialogando com os encontros retratados em 2001 e 2010 entre o objetos, os primatas e os humanos. Divagamos... E se outra espécie tivesse se apropriado do monólito? E se outra nação ocupasse o protagonismo estadunidense? E se o gênero feminino encabeçasse a história que nos é narrada? Talvez no lugar de “um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade” se falasse em “um pequeno passo para uma gata, mas um grande salto para a gatunidade”. 


sábado, 1 de fevereiro de 2020

Discente:Flávia Fiorini Romero
RA:106274; Disciplina Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II; Turma 1,Sala K; 3°Ano Artes Visuais-UEM
Título: Stanley Kubrick
Tecnica: Desenho através de fotos   
Tamanho: A5

Stanley Kubrick
Stanley Kubrick foi um homem genial e muito importante para a história cinematográfica, iniciou muito jovem o trabalho de fotógrafo aos 17 anos com influência de seu pai. Com 22 anos passou a trabalhar no cinema fazendo curtas, seu primeiro documentário foi com suas  próprias economias. Kubrick nasceu em Manhattan, Nova Iorque, no ano de 1928 e faleceu em 1999.
O cineasta se envolvia totalmente no processo da filmagem, tinha todo o controle artístico durante suas produções, era cineasta, roteirista, produtor, fotógrafo, redator, diretor e editor. Além do mais, foi considerado muito exigente e perfeccionista, o que causava muita discórdia com seu elenco. Stanley foi bastante implicante, solitário, controvertido, reservado, às vezes calmo outras vezes muito agressivo, rompia esquemas, era rebelde, mas causava muita admiração pelo seu jeito único e sua forma de filmar, era ousado nas imagens,  nos efeitos especiais e na escolha das trilhas sonoras. As cenas de seus filmes mostravam idéias grandes, campos, salões, realismo, movimentos sem closes, sem corte e sem ponto de fuga. Os filmes de Kubrick tinham muitos efeitos especiais, inovadores e realismo científico, mas algumas de suas produções não agradavam muito pois apresentavam cenas fortes de terror, guerra, violência, crueldade e ódio. Contudo, recebeu 13 indicações de Oscar, vários prêmios como melhor efeito especial e melhor direção. Ele produziu do ano de 1953 até 1999 o total de treze filmes.
Na produção, utilizei as fotos de Stanley durante as filmagens e fiz um desenho a partir delas, para representar como ele se envolvia quase por completo em seus filmes, ele se entregava por inteiro, e penso que por isso foi um sucesso sua carreira  e chamou tanto a atenção e admiração na indústria cinematográfica mundialmente.

Ilustração. Laranja mecânica (1971)

Ilustração I. 2001:Uma Odisséia no espaço (1968)

Ilustração II. 2001:Uma Odisséia no espaço (1968)

Ilustração. Spartacus (1960)
Ilustração. Stanley Kubrick



1002

Discente: Augusto Montini; 
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II; 
Turma: 01 Sala K;  3ª Ano Artes Visuais - UEM;  
Título: 1002;
Técnica: Fotolivro;
Tamanho: 10,5cm x 10,5cm; 44 páginas; 24 fotos.


                                     

Venho fotografando há algum tempo televisões encontradas na rua. Essas situações de encontro com esses objetos no meu cotidiano são totalmente arbitrárias e um tanto quanto recorrentes. Tenho um interesse em objetos “banais” deslocados do seu espaço original e esses televisores transformados em lixo nas ruas, de certa forma, revelam uma cultura e uma prática muito comum na cidade, além trazer à tona questões sobre a evolução da tecnologia e a obsolescência de aparelhos antigos.
Ao contrário do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, que há uma exaltação da tecnologia e até onde ela pode levar a humanidade, quis retratar por meio do fotolivro 1002 um lado obscuro dos aparelhos tecnológicos, o seu descarte pelas pessoas a partir do momento em que eles já não servem mais.  Tenho como referência o fotolivro Vinte e seis postos de gasolina (1963), do artista norte-americano Ed Ruscha (1937) que tem como conteúdo o que o título já informa: 26 fotografias frontais de postos de gasolina, da Califórnia ao Texas. As fotos são banais, sem maiores complexidades e repetitivas, mas que ao folheadas ao longo do livro produzem um sentido e um comentário acerca da sociedade americana na época sobre modernidade e industrialização das cidades.
Trago essa ideia para o meu fotolivro com fotos em baixa qualidade de TVs em uma sequencia que se repete com o mesmo conteúdo fotografado, como se fosse uma subversão do filme 2001 (por isso o nome do livro 1002) onde a tecnologia agora é lixo eletrônico.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

TUDO VIRA

Discente: Gabriel Silva Batista; 
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II; 
Turma: 01 Sala K;  3ª Ano Artes Visuais - UEM;  
Título: Tudo vira;
Técnica: Nanquim sobre papel e fezes de cavalo;
Tamanho: 73cm X 34 cm.


Fig. 1.

Fig. 2.

Fig. 3.

Denominada "TUDO VIRA", a obra é composta por 3 ilustrações que remetem diretamente a personagens do filme '2001'. A primeira ilustração (Fig. 1) representa o hominídeo apresentado no segmento inicial do filme em sua icônica cena onde descobre que pode utilizar o osso como ferramenta para angariar poder, disseminando, com isso, a dominação e a violência.

A segunda ilustração (Fig. 2) retrata o astronauta. Mas não só o astronauta. Retrata o homem moderno como um todo. O homem que quer entender o que há "além", nos confins de um universo minimamente explorado. Um ser insignificante que, ainda assim, se entende como superior a outros seres. Um ser que dia e noite se desdobra para entender os arredores do gigantesco universo que o rodeia, para entender o "fora". E tanto quanto, para entender o "dentro". Uma humanidade própria ainda também pouco explorada e decifrada. Uma insignificância de si próprio.
A terceira ilustração (Fig. 3) traz a figura do monólito. Enigmaticamente aparecido ao longo de todo o filme, o monólito representa, em minha obra, um ser superior. Em concordância com o filme "2010 - O ano em que faremos contato" (1984), um ser de elevação, afastado das limitações do ser humano. Representa um ideal, um auge.
As três ilustrações estão propositalmente rodeadas por um material orgânico: fezes. A ideia de usar tal material tão incomum veio principalmente da canção "Tudo Vira Bosta, composta por Moacyr Franco e interpretada por Rita Lee.


"O ovo frito, o caviar e o cozido

A buchada e o cabrito
O cinzento e o colorido
A ditadura e o oprimido
O prometido e não cumprido
E o programa do partido
Tudo vira bosta


O vinho branco, a cachaça, o chope escuro

O herói e o dedo-duro
O grafite lá no muro
Seu cartão e seu seguro
Quem cobrou ou pagou juro
Meu passado e meu futuro
Tudo vira bosta
Um dia depois

Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta
Filé minhão, champinhão, Don Perrinhão

Salsichão, arroz, feijão
Mulçumano e cristão
A Mercedes e o Fuscão
A patroa do patrão
Meu salário e meu tesão
Tudo vira bosta
O pão-de-ló, brevidade da vovó

O fondue, o mocotó
Pavaroti, Xororó
Minha eguinha pocotó
Ninguém vai escapar do pó
Sua boca e seu loló
Tudo vira bosta
Um dia depois

Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta
A rabada, o tutu, o frango assado

O jiló e o quiabo
Prostituta e deputado
A virtude e o pecado
Esse governo e o passado
Vai você que eu 'tô cansado
Tudo vira bosta
Um dia depois

Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta
[...]"
TUDO vira bosta. Compositor: Moacyr Franco. Intérprete: Rita Lee. [S. l.]: Som Livre, 2003.
A conclusão a que chego a partir de minha obra é de que: apesar de toda a grande filosofia humana de desbravamento, de conquista, de poderio, tudo ao fim cai ao mesmo relento. O que o monólito representa, toda a evolução a qual não temos acesso, todo o mistério ao entorno do que há no "fora", pode ser que não se suprima a fim tão mísero. Mas as cabeças que pensam sobre isso hoje, tal qual a minha, a de meus colegas aqui presentes, a do professor doutor Marcos Cesar Danhoni Neves, todas estas sim, virarão escória. Todas estas obras, todos estes materiais, todas essas aulas... tudo virará bosta. Não que já não sejam. Se o monólito assistisse a tudo isto, ele veria uma aula ou um quadro cheio de fezes?