Pesquisar este blog

domingo, 2 de dezembro de 2018

TRILOGIA GUERRILA - OS FILMES.


Em meio a vastidão dos universos cilíndricos, dentro de um deles, encontramos um planeta. Menor que um átomo, inserido naquilo que seus habitantes chamam de galáxia, rodeando em volta de um ponto de luz junto com mais sete massas esféricas, como insetos no escuro. Ali, naquele ponto quase insignificante pesando sob o tecido do espaço, encontramos vida.
Foi registrado o primeiro sinal dela por volta de 3 bilhões de anos atrás, usando suas unidades de medida. Nada pode medir o tempo melhor do que a necessidade de seu alongamento. Unidades falhas, como o dia, o ano, não medem as intensidades, nem mesmo as ociosidades, apenas correm os números como retas em direção ao infinito. O tempo é orgânico, não é reto. E o tempo que lhes sobra de vida nesse ponto esférico, está se comprimindo.
Nesse lugar, que chamam de Terra, por não perceberem a maleabilidade, flexibilidade e piedade do tempo, continuam caminhando em linha reta para a escuridão, isso antes mesmo da luz de seu centro de órbita se esgotar. Pobre humanidade. Seres em potencialidade deixando-se exaurir antes mesmo do que lhe aguarda.
Por sorte, O Tempo lhes trará piedade. 


GUERRILA: A história que Eles não contaram.

          A Terra está cinza. Todos os habitantes que aqui ainda se encontram, não respiram com seus próprios pulmões. A poluição tomou conta de cada centímetro do planeta, e, junto com ela, a miséria. Não há comida que nasça dessa terra desgraçada. Não há água que se beba desses rios de água preta. Não há gente que se viva. Só há quem trabalha.
       Quem não trabalha por aqui, ou morre ou tem dinheiro, e quem está na segunda opção, não está nem por aqui. Mandam suas cópias malfeitas, pois assim paga-se mais barato, inclusive para o empregado. Ou deveria dizer escravo? Nem isso, pois para ser escravo, antes é preciso ser.
         “Senhor, tenha piedade de nós”.
         Algo está por vir. Quem saberá? Senhor de todos os seres vivos, ouviste minhas preces?





GUERRILA: A retaliação

       Algumas décadas atrás, diziam que o planeta jamais suportaria outra guerra, e, por isso, seria melhor apaziguar os povos por meio do diálogo. A história que Eles não contaram é que essa seria a pior maneira de destruir a Terra. O Tempo ouviu as preces do povo que o clamava. Seres programados para cumprir sua missão nesse lugar de dados armazenados em nuvem. O que é mais difícil de destruir: pilhas de concreto para todos os lados, soldados armados, bombas atômicas e tanques de guerra, ou códigos invisíveis, sem lugar no espaço e talvez nem no plano que nos encontramos?
         A guerra teve seu início, e apenas quebrar as telas dos computadores não será o suficiente para vencê-la.






GUERRILA: A Metagaláxia nos descobriu

        “Senhor, por que me abandonaste? ”
         A devastação agora parece mais poética do que a civilização de antes. Existe algo de belo no caos. A fome de agora não mata tanto, e a sede parece não desidratar. Nenhum alimento no mundo seria capaz de suprir as necessidades corpóreas sem antes destruir as amarras que os prendiam. A humanidade está saciada.
       Mas, mesmo matando a fome que assolava a alma, o corpo não se alimenta de satisfação. “Nos ajudou para nos deixar perecer em meio as cinzas? ”
        Nada dará àquele que acredita que a vida é masculina. O berço da vida é fêmea.
            A Vida. A Temporalidade. A Metagaláxia. A Trindade.





OBSERVAÇÃO: Não temos nenhuma intenção de tornar a trilogia Guerrila real, apenas a elaboramos para fins acadêmicos.

Por Ana Julia Campos, Bárbara Boer, Isabella Dinardi e Julia Onoue.



TRILOGIA GUERRILA - Teaser, Resumo e Esboço dos filmes.

Quando o fim estiver próximo, o tempo não correr mais e o espaço estiver prestes a desmaterializar, a humanidade se lembrará de onde veio. Breve nos cinemas, isso se eles ainda existirem.

CAPA TEASER DA TRILOGIA GUERRILA


       Inspirado nos filmes de ficção científica, 2001 - Uma Odisseia no Espaço, Planeta dos Macacos e Blade Runner, as acadêmicas Ana Julia Campos, Bárbara Boer, Isabella Dinardi e Julia Onoue, do curso de Artes Visuais da Universidade Estadual de Maringá, tiveram a brilhante ideia de elaborar um roteiro de  uma trilogia de filme, juntamente com as capas/pôsters, chamado Guerrila, que é a junção das palavras Guerra e Gorilas, o qual este nome foi pensado a partir do grupo de artistas feministas Guerrilla Girls, visto que nós admiramos imensamente os seus trabalhos e as críticas que eles fazem à sociedade.
        A trilogia passa-se no planeta terra, em um cenário pós-apocalíptico, destruído pelos próprios humanos devido suas ganâncias e egoísmos. A fim de mudar essa situação, surgem os androides, seres de outro planeta e que disfarçados com seus capacetes, usam de suas habilidades de programação e hack, para sabotar o sistema silenciosamente. No entanto, suas intenções são descobertas e suas identidades prestes a serem reveladas, gerando uma guerra digital.

        Abaixo, segue o esboço-resumo do roteiro da trilogia Guerrila:

GUERRILA – Resumo da trilogia 

  • A terra está em colapso – cenário pós apocalíptico;
  • Seres humanos estão se matando; 
  • Muita miséria, muita gente rica se aproveitando de quem não tem dinheiro; 
  • Chegam os androides disfarçados; 
  • Pessoas muito ricas que tem fábricas com muitos trabalhadores; 
  • Pessoas tem que usar “capacete” (tipo uma máscara de oxigênio) porque o ar está muito poluído, principalmente dentro das fábricas; 
  • Os androides têm o “poder” hacker; 
  • Os androides começam a agir na surdida: vão quebrando o sistema silenciosamente usando a internet para isso; 
  • Existem humanos que se aliam aos androides; 
  • Guerra entre os androides e os humanos ricos (mas os ricos não descobrem que são androides); 
  • A guerra acontece via rede de internet, não existe confronto direto, pois não existem mais nenhum tipo de arma de fogo no mundo (foram extintas há muito tempo, pois, de acordo com as autoridades que decidiram isso, elas ameaçavam a vida humana, e sem elas seria impossível acontecer outra guerra – o que causaria a destruição completa do planeta); 
  • Os humanos que estavam aliados descobrem que são seres extraterrestres – mas não que são androides; 
  • Não têm nenhuma informação sobre o lugar de onde os androides vêm, apenas sabem que estão aqui para ajudar; 
  • Os androides tiram os capacetes: eles têm cabeça de gorila e corpo de humano, mas todos são sem gênero; 
  • Acabou a guerra e ficam numa sensação de abandono (ainda está na miséria); 
  • Humanos que estavam se rebelando estavam querendo desenvolver tecnologia; para sair da terra, porque os ricos já tinham um lar fora daqui, e tentam desenvolver essa tecnologia enquanto estão “abandonados”; 
  • Uma divindade pertencente ao mesmo lugar de onde vêm os androides surge na história: a Trindade. São três seres femininos que se mostram com aparência quase humana para os seres da terra, para provocar a sensação de familiaridade. Sua verdadeira forma não é revelada, muito menos sua origem, a única coisa que se sabe é que essa divindade deu origem aos androides (e que também só vieram dessa forma para não causar espanto) e os enviou para a terra para salvar a vida humana. 
  • A Trindade aparece para um grupo reduzido de pessoas (um humano e algum androide) dizendo que temos que respeitar o Tempo, mas que elas iam ajudar; 
  • Os androides não sabem de seu passado para não se apegarem as afetividades de lá, pois isso pode atrapalhar eles na missão que lhes foram designadas: salvar as formas de vida pelo universo; 
  • Questionamento: quem é essa civilização? Por que mandaram androides? Por que querem salvar a vida na terra? Qual a intenção da Trindade com isso?

A seguir serão postados as capas de cada filme da trilogia, juntamente com a história que se passará em cada um deles. Não perca!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

SIMULANDO "GRAVIDADE" NO INTERIOR DA NAVE DISCOVERY EM "2001, UMA ODISSEIA NO ESPAÇO" / SIMULANDO LA "GRAVEDAD" EN EL INTERIOR DE LA NAVE DISCOVERY EN "2001, UNA ODISEIA EN EL ESPACIO"


DOS SIGNIFICADOS DAS "REVOLUÇÕES" HÁ 50 ANOS ... / DE LOS SIGNIFICADOS DE LAS "REVOLUCIONES" HAY 50 AÑOS ...

Há 50 anos a juventude irrompeu contra os cânones da sociedade, da política, da arte e da cultura para estrear um não-conformismo que nos falta hoje. Em 1968 Daniel Cohn-Bendit nas ruas de Paris liderava jovens contra o sistema de ensino na França e a política adotada. Esta revolução logo se espalhou para todo mundo. Em 1968, a ficção científica parece sentir este clima revolucionário e adota novos padrões, especialmente com o lançamento de três filmes revolucionários: "2001, Uma Odisséia no espaço", "O Planeta dos Macacos" e o soviético "Solaris". Stalely Kubrick guiará essa força extraordinária das imagens e da revolução do cinema de arte ligado à ficção científica.
Philip Dick lançará seu clássico livro "Do Androids Dream of Electric Sheep?", base do que seria o clássico cult-movie da década de 1980, "Blade Runner". Philip Dick e Arthur Clarke destinam suas obras ao nosso futuro nada distante, projetando naquela juventude o que veríamos e viveríamos 50 anos depois ...
--------------------

[EN ESPAÑOL]

Hace 50 años la juventud irrumpió contra los cánones de la sociedad, de la política, del arte y de la cultura para estrenar un no conformismo que nos falta hoy. En 1968 Daniel Cohn-Bendit en las calles de París lideraba los jóveness contra el sistema de enseñanza en Francia y la política adoptada. Esta revolución pronto se extendió a todo el mundo.
 En 1968, la ficción científica parece sentir este clima revolucionario y adopta nuevos canones, especialmente con el lanzamiento de tres películas revolucionarias: "2001, Una Odisea Espacial", "El Planeta de los Simios"y el soviético "Solaris". Stanley Kubrick guiará esa fuerza extraordinaria de las imágenes y de la revolución del cine de arte ligado a la ciencia ficción.
Philip Dick lanzará su clásico libro "Del Androids Dream of Electric Sheep", base de lo que sería el clásico culto de la década de 1980, "Blade Runner". Philip Dick y Arthur Clarke destinan sus obras a nuestro futuro nada lejano, proyectando en aquella juventud lo que veríamos y viviríamos 50 años después ...









domingo, 8 de julho de 2018

Reprogramación


Reprogramando... 

Caroline Ishizaki
Emilly Anselmo
Gabriela Ortado
Larissa Bellan
Letícia Azevedo
Vanessa Barbosa

Quantas questões cabem em uma produção artística? Que inquietações e afetações elas podem produzir em nós? Diante dessas perguntas e com base na série fílmica “Planeta dos Macacos” (1968; 1970; 1971; 2011; 2014) e “2001, Uma Odisseia no Espaço” (1968), buscamos a partir da feitura de um ensaio fotográfico, nesse primeiro momento, e de um GIF, o qual será postado posteriormente - produzir desassossegos... Que seres são esses? Onde estão? Direitos dos Animais? Nós somos animais também... Dominação intra e interespécies? Que maneiras de ser e estar no mundo estas sociedades estabelecem? Quais semelhanças os unem? Os comportamentos que os diferenciam? Estas, dentre outras questões que procuramos abordar em nosso trabalho artístico dispararam-nos a pensar sobre as articulações entre o poder e a religião que existiram e existem em nossa sociedade, mas também como os mecanismos de controle são criados, validados e efetivados, fixando condutas e valores.
--------------------------------------------
[sinopsis en español]
Reprogramación

¿Cuántas cuestiones cabe en una producción artística? ¿Qué inquietudes y afecciones pueden producir en nosotros? Ante estas preguntas, en el marco de la serie fílmica "Planeta de los simios" (1968, 1970, 1971, 2011, 2014) y "2001, una Odisea en el espacio" (1968), buscamos a partir de la elaboración de un ensayo fotográfico, el momento,  el cual será posteado posteriormente - producir desasos ... ¿Qué seres son esos? ¿Donde estan? Derechos de los animales? Nosotros somos animales también ... Dominación intra e interespécies? ¿Qué maneras de ser y estar en el mundo estas sociedades establecen? ¿Qué semejanzas las unen? ¿Los comportamientos que los diferencian? Estas, entre otras cuestiones que tratamos de abordar en nuestro trabajo artístico nos han disparado a pensar sobre las articulaciones entre el poder y la religión que existieron y existen en nuestra sociedad, pero también como los mecanismos de control son creados, validados y efectivos, fijando conductas y valores. (...)

           ----------------------------------------

Assim como nos filmes citados, quais são os ideais, figuras e símbolos instituídos pelos nossos chefes de poder na manutenção de suas regalias e idiossincrasias... As falsas verdades cientifizadas, patologias e curas criadas, afirmação de certezas incertas, envoltos em religiosidades que nos juntam, definem, separam, subjugam e excluem. Enfim, em nossa proposta recriamos o momento de toque, contato entre criador e criatura, inspiradas no afresco “A Criação de Adão” de Michelangelo, ressignificamos o pedido de concessão característico dos chimpanzés como um gesto/expressão de biopoder entre um ser dominador e a criatura dominada. Contudo, nos espaços entre a alternância destas posições que relações outras podem ser inventadas? Ao se desviar e subverter o que foi instituído que espaços-tempos outros podem ser criados no processo do conhecido ao desconhecido?

---------------------------------------
[EN ESPAÑOL]
En el caso de las películas citadas, cuáles son los ideales, figuras y símbolos instituidos por nuestros jefes de poder en el mantenimiento de sus regalías e idiosincrasias ... Las dichas "verdades", patologías y curas creadas, la afirmación de certezas inciertas, envueltas en "religiosidades" que nos juntan, definen, separan, subyugan y excluyen. En fin, en nuestra propuesta recreamos el momento de toque, contacto entre creador y criatura, inspiradas en el fresco "La Creación de Adán" de Miguel Ángel, resignificamos el pedido de concesión característico de los chimpancés como un gesto / expresión del biopoder entre un ser dominador y la criatura dominada. Sin embargo, en los espacios entre la alternancia de estas posiciones que otras relaciones pueden ser inventadas? Al desviarse y subvertir lo que se ha instituido que espacios-tiempos otros pueden ser creados en el proceso de lo conocido a lo desconocido?

------------------------------------------

Almejamos explorar também no GIF a relação entre as duas produções fílmicas principalmente no que se refere às inversões de papéis referidas anteriormente. O filme “2001, Uma Odisseia no Espaço” aborda questões sobre os avanços tecnológicos culminando na desumanização humana, na humanização da máquina e a sua posterior revolta. O que há nessa ideia/necessidade de dominação (dominação da ferramenta, dos outros animais [seleção natural] por meio da ferramenta)? Por que há esse sistema de domínio desde o princípio da humanidade? O que a dominação representa para a nossa civilização? Teria a dominação relação com a evolução? Lançamos tais interrogações a vocês... Sem previsão de formação de verdades...

-------------------------------------------------
[EN ESPAÑOL]
En el GIF (en creación) se analiza la relación entre las dos producciones fílmicas principalmente en lo que se refiere a las inversiones de papeles mencionadas anteriormente. La película "2001, una Odisea Espacial" aborda cuestiones sobre los avances tecnológicos culminando en la deshumanización humana, en la humanización de la máquina y su posterior revuelta. ¿Qué hay en esta idea / necesidad de dominación (dominación de la herramienta, de los otros animales [selección natural] por medio de la herramienta)? ¿Por qué hay ese sistema de dominio desde el principio de la humanidad? ¿Qué representa la dominación para nuestra civilización? ¿Tendría la dominación relación con la evolución? Y en el caso de que no se conozcan.



Posição 1 (posición1)


Posição 2 (posición 2)


Planeta dos Homens / Planeta de los Hombres


Débora C. Curti

Jordana G. Amboni

Livia de Castro P. Bernardo

Maria Helena F. Lousado


Nosso trabalho teve sua identidade estética pensada a partir da série de filmes Planeta dos Macacos, e seu aniversário de 50 anos ,e encontra sua conceituação em discussões que permeiam a idéia do comportamento sociabilizado e do comportamento animalesco.  Comportamento social que é resultado do capitalismo patriarcal, que tem sua base na violência. Violência essa que vem escancarada na relação "Macaco X Homem" presentada na série de filmes.
A discussão pode ser levada a questionar idéias de superioridade, como espécie, como etnia, como crente, como ser ou gênero. A obra trabalha com idéias de limiar entre o comportamento "civilizado" e o comportamento animalesco, comportamentos esses que dependendo do contexto histórico-social são ou não aceitos e indulgenciados, como a violência, seja ela direcionada à seres de uma mesma espécie ou não, ou conceitos como a dominação do outro, através da força física ou não. Ao pensar-se o macaco, ou a representação do macaco como uma exacerbação dos instintos animalescos presentes no próprio homem, forma-se uma estereotipia que nos permite ver atitudes naturalizadas socialmente que se assemelham com atitudes consideradas animais e irracionais, criando aí um viés de contemplativo a se considerar.

-------------------------------

Planeta de los Hombres
[sinopsis en español]
Nuestro trabajo tuvo su identidad estética pensada a partir de la serie de películas "Planeta de los Simios", y su aniversario de 50 años, y encuentra su conceptualización en discusiones que permean la idea del comportamiento sociabilizado y del comportamiento animal. Comportamiento social que es el resultado del capitalismo patriarcal, que tiene su base en la violencia. Violencia que viene abierta en la relación "Simio X Hombre" presentada en la serie de películas.

La discusión puede ser llevada a cuestionar ideas de superioridad, como especie, como etnia, como creyente, como ser o género. La obra trabaja con ideas de umbral entre el comportamiento "civilizado" y el comportamiento animal, comportamientos que dependiendo del contexto histórico-social son o no aceptados e indulgenciados, como la violencia, sea dirigida a seres de una misma especie o no, o conceptos como la dominación del otro, a través de la fuerza física o no. Al pensar el simio, o la representación del simio como una exacerbación de los instintos animalescos presentes en el propio hombre, se forma una estereotipia que nos permite ver actitudes naturalizadas socialmente que se asemejan con actitudes consideradas animales e irracionales, creando allí un sesgo de " contemplativo a considerar.


O desconhecido nos choca
[El desconocido nos choca]

A falta de conhecimento nos leva a tomar decisões precipitadas...
[La falta de conocimiento nos lleva a tomar decisiones precipitadas ...]

e o resultado é trágico...
[y el resultado es trágico ...]




ENTRE O CÊNICO E O REAL: PAPÉIS QUE ESTÃO LONGE DE SEREM DISTINTOS / [ENTRE EL CENICO Y EL REAL: PAPELES QUE ESTÁN LEJOS DE SER DISTINTOS]


ENTRE O CÊNICO E O REAL: PAPÉIS QUE ESTÃO LONGE DE SEREM DISTINTOS

Alecsander José
Angélica Teixeira
Bianca Marçal
Bruna Augusta
Juliana Maiochi

Um ensaio fotográfico inspirado em hits chocantes que abalam as normas socialmente instituídas, ressaltando os excluídos e as minorias ao apropriar-se de composições que tratam deste tema, como Fuck You – Lily Allen, Born This Way – Lady Gaga, Raise Your Glass – Pink e Fall in Line – Cristina Aguilera e Demi Lovato.
As músicas foram escolhidas como uma forma de desconstrução das normas sociais que muitas vezes prejudicam grande parte da população simplesmente por não se encaixarem em padrões definidos pela mídia. Com as fotos busca-se a construção de uma identidade irrestrita a padrões, que incorpore as músicas ao mesmo tempo que resiste a moldes estéticos e de comportamento social.
A produção foi feita a partir da trilogia Planeta dos Macacos de 1968, que já em seu roteiro abordava o preconceito e a criação de padrões que elegem, ao mesmo tempo em que excluem pessoas. O medo do desconhecido e o apego irracional ao que conhecemos, por mais injusto que seja, influência nossas ações e dificulta a mudança e renovação rumo ao desconhecido.
As fotos são apostas no desconhecido, buscando incentivar, por meio da expressão fotográfica e da produção de um videoclipe, novas e diferentes formas de ser, ou melhor, de agir em liberdade, sem prender-se a padrões e regras sociais e padrões esteticamente aceitos.

-------------------------------------------
[sinopsis en español]

ENTRE EL CENICO Y EL REAL: PAPELES QUE ESTÁN LEJOS DE SER DISTINTOS


Un ensayo fotográfico inspirado en los éxitos chocantes que sacuden las normas socialmente instituidas, resaltando a los excluidos y las minorías al apropiarse de composiciones que tratan de este tema, como las canciones "Fuck You" - Lily Allen, "Born This Way" - Lady Gaga, "Raise Your Glass" - Pink y "Fallin Line", Cristina Aguilera y Demi Lovato.
Las canciones fueron elegidas como una forma de deconstrucción de las normas sociales que muchas veces perjudican a gran parte de la población simplemente porque no encajan en patrones definidos por los medios. Con las fotos se busca la construcción de una identidad irrestricta a patrones, que incorpore las canciones al tiempo que resiste a moldes estéticos y de comportamiento social.
La producción fue hecha a partir de la trilogía Planeta de los Simios de 1968, que ya en su guión abordaba el prejuicio y la creación de patrones que eligen, al mismo tiempo que excluyen a las personas. El miedo a lo desconocido y el apego irracional a lo que conocemos, por injusto que sea, influya nuestras acciones y dificulta el cambio y la renovación hacia lo desconocido.
Las fotos son apuestas en lo desconocido, buscando incentivar, por medio de la expresión fotográfica y de la producción de un videoclip, nuevas y diferentes formas de ser, o mejor, de actuar en libertad, sin sujetarse a patrones y reglas sociales y patrones estéticamente aceptado.

-----------------------------------------------


FUCK YOU
A música "Fuck You", da artista inglesa Lily Allen vem como resposta contra as atitudes preconceituosas do ex-presidente americano George W. Bush. A cantora trabalha com a temática LGBT, como diz em uma parte da música: "Você diz não ser ok ser gay, eu acho isso apenas maldade". O ataque direto as atitudes de Bush, apesar de serem específicas à ele, como afirma a artista, podem ser ditas por vários políticos brasileiros atuais. A artista também canta "seu ponto de vista é medieval", "há um buraco onde sua alma devia estar" e "ninguém quer sua opinião". Interessante como a música de uma artista inglesa, falando sobre um presidente americano pode tão bem ser trabalhada no cenário brasileiro atual ou de qualquer outro país, em que inúmeros candidatos à próxima eleição confundem sua "opinião", com um discurso de ódio disfarçado de liberdade de expressão.

-------------------------------------
[EN ESPAÑOL]
La canción "Fuck You" de la artista inglesa Lily Allen viene como respuesta contra las actitudes preconcebidas del ex presidente estadounidense George W. Bush. La cantante trabaja con la temática LGBT, como dice en una parte de la canción: "Usted dice no ser bien ser gay, creo que sólo maldad". El ataque directo a las actitudes de Bush, a pesar de ser específicas a él, como afirma la artista, pueden ser dichas por varios políticos brasileños actuales. La artista también canta "su punto de vista es medieval", "hay un agujero donde su alma debía estar" y "nadie quiere su opinión". Interesante como la música de una artista inglesa, hablando sobre un presidente estadounidense puede tan bien ser trabajada en el escenario brasileño actual o también en otros escenarios de qualquiera país, en que innumerables candidatos a la próxima elección confunden su "opinión", con un discurso de odio disfrazado de libertad de expresión..




Raise Your Glass
A música “Raise Your Glass” da Pink fala sobe a pessoa que é “diferente”, que é vista como errada pela maioria, mas para as pessoas que são como ela, uma minoria, ela está certa e está representando-as. Uma parte da letra traduzida diz “erga seu copo se você é errado em todas as maneiras certas”. De uma certa forma é uma mensagem de “não se importe com o que os outros pensam, não deixe de ser você para agradar os outros”. Outra parte da letra diz “nunca seremos nada além de barulhentos e pequenas aberrações sujas, piolhentas e sebosas”, são palavras que os outros relacionam a essas pessoas, mas a letra não trata isso como uma forma delas ficarem para baixo com isso, e sim mostrar que eles não vão se calar, que vão continuar fazendo barulho e incomodar se isso significa que poderão ser do jeito que são.

---------------------------------------------
[EN ESPAÑOL]
La canción "Raise Your Glass" de Pink habla de la persona que es "diferente", que es vista como incorrecta por la mayoría, pero para las personas que son como ella, una minoría, ella está segura y está representando. Una parte de la letra traducida dice "levante su taza si usted es incorrecto de todas las maneras correctas". De una cierta forma es un mensaje de "no te importa lo que los demás piensan, no dejes de ser tú para agradar a los demás". Otra parte de la letra dice "nunca seremos nada más que ruidosos y pequeñas aberraciones sucias, piojos y sebosas", son palabras que los demás relacionan a esas personas, pero la letra no trata eso como una forma de que queden abajo con eso, y sí mostrar que no van a callarse, que van a seguir haciendo ruido e incomodar si eso significa que pueden ser de la manera que son.


Run The World (Girls)

 A música Run The World, da cantora Beyoncé trata da questão da subversão do poder na sociedade, sendo que agora que comanda são as mulheres. Esta musica pode ser interpretada como uma quebra de estigmas e padrões sobre o corpo e a figura feminina em si. Pois mesmo tendo as mesmas capacidades que os homens ainda temos nossa representatividade inferiorizada em grande parte do mundo.
            Assim cabe discutir um paralelo junto ao filme Planetas dos Macacos um de (1968), em que mesmo Zira sendo um cientista brilhante entre e os macacos da aquela civilização, entende-se que sua figura por representar o gênero feminino até ali representa um segundo plano de poder. Contexto este não se difere muito da nossa realidade atual.

--------------------------------
[EN ESPAÑOL]
La canción Run The World, de la cantante Beyoncé trata de la cuestión de la subversión del poder en la sociedad, siendo que ahora que comanda son las mujeres. Esta canción se puede interpretar como una ruptura de estigmas y patrones sobre el cuerpo y la figura femenina en sí. Pues aun teniendo las mismas capacidades que los hombres todavía tenemos nuestra representatividad inferiorizada en gran parte del mundo.
En el caso de Zira, en la película "Lo Planeta de los Símios", un científico brillante entre los simios de aquella civilización, su figura  representa el género femenino pero hasta allí representada en un segundo plano de poder. Este contexto no se diferencia mucho de nuestra realidad actual.

2001: DENTRO DA DISCOVERY / [2001; DENTRO DE LA NAVE "DISCOVERY"]

Obra de O. Rennert (2013) - [dentro de la nave Discovery]