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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Kurt Wenner

Kurt Wenner nasceu em Ann Arbor, Michigan. É um artista mais conhecido por suas pinturas de giz na rua e murais realistas usando uma projeção chamada anamorfose.

"Desde o início da minha carreira, a minha principal motivação artística foi a redescobrir, transformar e compartilhar idéias negligenciadas do passado. Eu tive a sorte de ser capaz de compartilhar meu trabalho com milhões de pessoas. Espero que o meu trabalho acabe por inspirar outros artistas para saber mais sobre o vasto e rico patrimônio de arte europeu, para que outros possam desfrutar da riqueza de idéias que muitas vezes é escondida com o passar do tempo", diz o artista.

Kurt Wenner produziu seu primeiro mural encomendado com a idade de dezesseis anos e por essa altura ele já estava ganhando a vida como artista gráfico. Depois de assistir tanto Rhode Island School of Design e Art Center College of Design, começou a trabalhar para a NASA como ilustrador científico avançado, criando pinturas conceituais de futuros projetos espaciais e paisagens extraterrestres. Em 1982, ele deixou a NASA, vendeu todos os seus pertences, e se mudou para a Itália para estudar desenho e arte figurativa das grandes artistas do Renascimento.Wenner morava a poucos passos do Panteão, no coração de Roma, onde estudou os desenhos, pinturas e esculturas dos velhos mestres em mais conhecidos museus de Roma. Ao longo dos anos o trabalho de Wenner se tornou conhecido em toda a Itália e, em 1991, ele foi contratado para criar uma obra de arte em homenagem à visita do Papa João Paulo II para a cidade de Mantua.


Em entrevista ao Business Insider , Kurt Wenner disse:

"A pintura de rua tridimensional é invenção minha. Eu criei ela, estudando um tipo de anamorphismo que existia no século 17. Durante várias décadas, artistas projetaram grandes obras para serem vistas de um ponto de vista específico. Fui convidado para subir andaimea em várias igrejas para ver afrescos de perto durante as restaurações. Eu até toquei o teto da Capela Sistina. Em alguns dos tetos barrocos notei que algumas figuras foram alongadas para parecerem normais vistas do solo. Eu estava ciente de que minhas pinturas de rua estavam sujeitos a semelhantes visualizações, pois as circunstâncias exigem que as pessoas olhem para o trabalho a partir de um ângulo específico ao invés de diretamente. Comecei a criar a minha própria perspectiva geométrica espacial, ajustando as proporções das formas pintadas para acomodar os pontos de vista dos espectadores que estão na base do trabalho. Ao contrário de composições anamórficas tradicionais, tais como tetos da igreja com ângulos de visão muito grande, eu comecei a usar uma lente olho de peixe curvilínea para documentar as composições.
Minha própria geometria é diferente das obras do século 17. Ela combina a utilização de lógica perspectiva linear com uma projeção para o exterior a partir do olho humano. Outros artistas que emulam as obras de pavimentação tridimensionais usam uma geometria mais tradicional chamada de "quadratura" que não envolve cálculos complicados. Eles não entendem que a minha geometria é única".









































Vídeos sobre o artista:







Site do artista: http://kurtwenner.com/




Experiência em desenho anamórfico

Estes desenhos são uma experiência e tentativa de anamorfisar um desenho utilizando-se a tabela anamórfica.






Estudo De Anamorfose 3D

Esse desenho foi feito sobre papel A4, utilizado lápis 2B e giz de cera.
Titulo: Esgoto


Estudo De Anamorfose Com Espelho Curvo

Desenho sobre papel A4, utilizado lápis 2B e giz de cera.
Sem titulo:


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

CARALHO


Diante da proposta de se realizar uma produção anamórfica que desse a impressão de estar no plano tridimensional, elaborei este pênis ereto. Talvez por conta da iluminação fique muito evidente seu suporte bidimensional, quebrando parte do efeito esperado.

MORCEGO





Esta anamorfose cilíndrica é a representação de um morcego, no espaço do cilindro há uma lua desenhada e acima da cabeça um símbolo que remete a transformação e a renovação.


Anamorfose do cavaleiro

Dando continuidade aos exercícios com a técnica de representação anamórfica, desenhei esta figura empregando a anamorfose oblíqua, com o suporte em ângulo de 90º.





Avaliando o resultado da produção, a composição aqui elaborada se revelou interessante para os efeitos perspécticos possibilitados com a técnica da anamorfose.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Bastidores da Oficina de Stop Motion

Bastidores da oficina de Stop Motion realizada no 3rd Internacional Meeting On Art-Science, V Workshop Paranaense de Arte-Ciência: "Os 400 anos de Lodovico Cardi da Cigoli, amigo de Galileu Galilei".
Para realização da parte prática, os participantes da oficina foram divididos em grupos, de maneira que cada grupo recebeu massas de modelar coloridas.

                                                             Processo do grupo 1.


Processo do grupo 2. 



Participantes:  Angélica Aparecida Nardi, Beatriz Mendes, Ingrid Tamanini, Ana Paula Umbelino, Josiane Bertolleti, Guilherme Dias, Alethéia Alves da Silva, Maria Giulia Pinel Caramaschi, Antonio Almeida Jr, Luana Mendes, Érica Egea, Thereza Aguitoni, Marllon. 

Proposta de desenho anamórfico








quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Anamorfose 3D na rua!

Alguns artistas de rua também dominam as técnicas da arte renascentista e a expressam de um modo muito característico: o grafitti. Em muros e paredes das cidades, estes artistas provam que a arte pode sempre buscar do passado para criar novas experiências, combinando passado e presente.






Dain: Artista nascido em Lueneburg “Alemanha”. Iniciou sua carreira como freelancer em 1992, no começo de sua carreira desenvolveu trabalhos na Dinamarca, França e Suíça. Trabalhou como professor de graffiti em escolas em Hamburgo. Em todo decorrer de seu desenvolvimento profissional participou de concursos e também se tornou membro de algumas crews (Grupo de Grafiteiros).








Edgar Muller e Manfred Stader: são dois alemoes que formam uma equipe de pintores de rua. Muitos de seus trabalhos é no estilo 3D anamórfica, mas eles também muitas vezes criam pinturas tradicionais de rua.






Eduardo Relero: é um artista de rua que trabalha principalmente na Espanha. Seu estilo fantasioso e ilustrativo retrata o cotidiano.Nna verdade, parece ter uma história por trás de cada um de seus desenhos feitos de giz.







Eric Grohe: foi um designer gráfico e ilustrador profissional durante décadas antes de começar a trabalhar com grafite em murais. Os trabalhos de Eric refletem em um tema patriota americano, como representações de cenas como jogos de futebol e vilas pitorescas.








Greg Brown: Seus enormes murais parecem saltar para fora no momento em que o telespectador os vê, mas isso não significa que eles são fáceis de interpretar. Os murais de Greg variam drasticamente em estilo e conteúdo de um para outro, devido ao intenso processo colaborativo que ele tem com cada cliente.








Julian Beever: Cada criação de Julian dura um dia todo para ficar concluída, e com alguns dias os desenhos ficam apenas na memória, pois, são lavados pela chuva ou pelos passos dos que passam por ali. O artista inglês tem feito seus trabalhos por todo o mundo.








Rod Tryon: Viajou mais de 20 anos por todo o mundo deixando seus desenhos em giz por onde passava, e em 1996 se inspirou pela primeira vez em tentar fazer desenhos anamórficos. De suas pinturas, Rod diz “Recepções da platéia através da criação de uma imagem com aparência de que é proveniente de fora da rua, ou a impressão de abrir um buraco no asfalto na frente de você, é um tratamento especial para o artista.” Ver multidões reagir as suas imagens 3-D, traz grande alegria para tanto o artista.







Tracy Lee Stum: é por muitos considerado como uma das melhores pintoras de rua da atualidade. Ela tem viajado o mundo para ser uma artista reconhecida. Já esteve em muitos festivais e eventos. É ela que detém atualmente o recorde mundial do Guinness book como a maior pintora individual do mundo.







Kurt Wenner: tem a capacidade de transformar classicismo renascentista em arte urbana 3D. Kurt destina-se a “reinventar uma nova era para o classicismo”, trazendo o seu talento para as ruas. Kurt teve seu trabalho reconhecido, em uma longa lista de artigos, recursos de televisão, anúncios e documentários.




terça-feira, 19 de novembro de 2013

I-lustrado: uma luz no fim túnel.


 
Anamorfose é um efeito de perspectiva utilizado para forçar o observador a se colocar sob um determinado ponto de vista, o único a partir do qual o elemento recupera uma forma proporcionada e clara. 

Longe das idéias claras e distintas de 1637, quando arte e ciência anastomosis?
 
Aletheia Alves

Caosolho!!!

“Sente-se! Mantenha-se com um olho tampado (cabresto), a perspectiva que sobrar, esta mesmo, somente esta, é permitido expressar!”
 

 
Aletheia Alves

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Mostrar o dedo - desconstruindo a ofensa


Diante do conteúdo Anamorfismo, na matéria de Arte Ciência, me deparei com maior dificuldade em adaptar os desenhos que vinham em mente, e recorrentes de minha poética, a esta distorção. Assim, considerei mais viável associar a distorção da imagem às distorções conceituais que algumas coisas recebem na atualidade.

Desta vez, escolhi o gesto de mostrar o dedo, considerado popularmente como uma ofensa, uma agressão visual.
Estudos na área da Antropologia consideram que este gesto surge ainda na pré-história, quando mostrar o pênis ereto ao inimigo era uma forma de intimidação (leia mais), com o desenvolvimento das cidades e o advento do capitalismo, surgiu também a necessidade de nos “civilizarmos”, bem como a criação de padrões socialmente aceitáveis.
Hoje, pode-se dizer que mostrar ou dedo, mantém a referência de mostrar o pênis, ou também faz alusão à fala “tomar no cu”. Porém, está postagem tem o obejtivo de desconstruir este termo como ofensa, visto que não convém mais considerar o corpo como objeto de ódio ou de intimidação. Isso se dá diante de inúmeros fatores, tais como por exemplo a liberdade sexual e de gênero, a liberdade da incorporação da mulher a diversos cargos, deixando para trás o seu status de iferioridade, bem como a tomada da independência do corpo. Sabemos que o pênis não é melhor que a vagina, e segundo este pensamento, a mandar alguém “tomar no cu” se torna uma frase homofobica, utilizada como propagação do preconceito em função da permanência da "soberania" hetero.

domingo, 17 de novembro de 2013

Anamorfismos de perspectiva - por Pedro Cavallari

Como parte das atividades propostas à composição da disciplina Diálogos interdisciplinares - arte-ciência II, foi desenvolvido um trabalho inspirado na poética do artista Nagai Hideyuki. Entre outros trabalhos, Nagai desenvolve a técnica do anamorfismo de perspectiva, método que permite o desenho de figuras com um ponto de observação específico, produzindo, no momento de sua observação à distância, um efeito de volume ou movimento em terceira dimensão. As produções são feitas, geralmente, a partir de dois desenhos posicionados perpendicularmente, nos quais uma figura fragmentada em duas é representada e observada por meio de um ponto de observação localizado em alguma parte superior-lateral do espaço, em relação à representação. A técnica do desenho consiste em que, no momento da produção dos desenhos, a figura fragmentada deve ser deslocada, na primeira folha (ou qualquer outro suporte) em 45 graus e retornada na segunda parte ao grau zero menos 45 graus (ou seja, 90 graus), como no exemplo a seguir:


 Durante a observação das figuras, ao movimentar-se, o espectador "sente" que a figura também se movimenta, pois ao alterar seu ângulo de visão, altera a combinação que aquelas fazem para si.

Seguem algumas reproduções (vídeos e fotos) de minhas produções utilizando a mesma técnica de Nagai:







Em breve mais postagens.

Primeira Anamofose

         O primeiro dos vários estudos/esboços/desenhos sobre anamorfose trabalhados durante este semestre, na disciplina de Diálogos Interdisciplinares entre Arte e Ciência II, foi retratando os traços simples de um desenho de Leonardo da Vinci. Sim, ele também criou anamorfoses! Há dois desenhos encontrados em seu codex que representa a face de uma criança e um olho, ambos desenhados de forma distorcida, característica típica desta arte.     


Anamorfose do rosto de uma criança, diversos ângulos.
Lápis grafite sobre papel sulfite A4
Maria Giulia Pinel, 2013


Vista frontal
Face de uma criança e um olho, por Leonardo da Vinci

terça-feira, 12 de novembro de 2013


Lutando para se tornar humano, o verme ascende por toda a espiral da forma”.                                  

Ralph Waldo Emerson.

 

Estudos de perspectivas em espelho curvado:



 

 


Aletheia Alves

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Anamorfize-se


Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.
Em terra de míopes, quem vê ponto, fuga.
O hipermetrope que tropece.
E o astigmata?
Com tantos focos se fere, com anamorfosis será traído.

 
 
Aletheia Alves

Anamorfos: estudos.

Continuação dos estudos anamórficos. 
Grafite sobre Canson (A4)

Caneta Nanquim e hidrocor sobre papel Canson (A3) sobre fundo preto. 

Caneta Nanquim e hidrocor sobre papel Canson (A3) sobre fundo branco.

sábado, 2 de novembro de 2013

Imagens Anamórficas

         Na disciplina de Arte e ciência Diálogos Interdisciplinares do curso de Artes Visuais, foram propostos desenhos anamórficos em 3D. Estes, foram baseados na arte de Nagay Hideyuk, artista japonês, mestre em desenho tridimensional que, a partir da perspectiva e da ilusão óptica, dá a impressão que o desenho no plano, utilizando a luz e sombra, ganham forma, volume e movimento, elementos fundamentais na Arte Visual.
    Como a arte de Hideyuk, a Op Art também provoca efeito de óptica. Um exemplo são as obras de Victor Vasarely (1908-1997), considerado o pai da Op Art. A sua obra Esfera com Quadrados 1968 produz um efeito mágico, a tela parece inchar formando um globo que avança em direção ao espectador.
         A Op Art ou arte óptica é uma variação do Expressionismo Abstrato ( não representa a realidade como ela é). Criada a partir de figuras geométricas, explora as possibilidades da luz e da cor para produzir efeitos ópticos dinâmicos que parecem se mover. Esse movimento artístico teve início na década de 1930 com obras do designer gráfico Victor Vasarely.
                 
                                                                 Escada e Profundidade
                                                 Lápis grafite sobre papel sulfite. 21 x 14,7 cm
                                             
                                                         Linhas, Formas e movimento
                                            Lápis grafite sobre papel sulfite. 21 x 14,7 cm

                                                            Geométricas Anamórficas
                                                  Lápis sobre papel sulfite. 21 x 29,7 cm







      Fonte: http://tonka3d.com.br/blog/arte-3d a lapis do artista japones
                 estetica.awardspace:com/arte_op/galeria vasarely html#