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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

2020: É SÓ O COMEÇO!


2020: É SÓ O COMEÇO!
03 de janeiro de 2020.
Bagdá – Iraque: ataque aéreo americano mata general iraniano. Mundo preocupado com uma possível Terceira Guerra Mundial. No Brasil, o capitão Boso e suas trapalhadas!
Vivemos com muita loucura, violência, egoísmo. Dizem que fomos criados para vivermos em pequenos grupos. Dessa forma, a agressividade está aguçada nessa sociedade moderna. Em nossa genética não estamos adaptados à relacionarmos com tantos estímulos em aglomerações enormes. Isto explica porque o mundo está doente! O caos!
É importante refletirmos sobre uma solução para esse caos. Ou pelo menos algo para minimizar essa situação.
Na Lua Nova, movimentações estranhas ocorreram no deserto do Atacama, Chile. Algumas pessoas afirmam terem visto um bloco negro que emitia luzes coloridas e piscantes.
Cientistas identificaram o objeto como o monolito. É um alienígena que estava enterrado na Lua.
Um astronauta relatou uma experiência com o monolito. A NASA não informou a identidade do astronauta. E nem confirma as informações a seguir.
Segundo o astronauta, ele passou por uma viagem psicodélica. Ele relata que foi uma experiência transformadora, uma viagem de exploração em si mesmo.
O ambiente foi criado por seres mais inteligentes do que nós. Nesse ambiente espaço e tempo não fazem mais sentido. Ele passou por várias etapas da evolução de si mesmo. E talvez seria a hora de abandonar seu último suporte ou prisão física: o corpo. Nasce assim, a criança-estrela: o novo ser. A evolução de si.
Dizem que este relato do astronauta foi encontrado em uma gravação. Não sabemos o paradeiro dele. Nem maiores informações.
Quem sabe esta seria uma saída: uma nova evolução. Melhor recomeçar.

Aluna: Andreia Masae Kotaka 3 ano Artes Visuais.
A ideia foi criar um monólito de acordo com minha poética. Como gosto do artesanal e do ready- made busquei inspiração nestes para criar meu objeto.
A proposta é criar uma obra artística a partir de materiais e objetos de uso do cotidiano. Reaproveitar e ressignificar objetos. Os materiais utilizados foram: caixa de papelão, tintas acrílicas, bonecos de plásticos e pisca- pisca.


Monolito. 2020. Andreia Masae Kotaka. Técnica: objeto. Dimensões: 40cm x 22cm. Acervo da aluna.



 Interior do monólito. 2020. Andreia Masae Kotaka. Técnica: objeto. Dimensões: 40cm x 22cm. Acervo da aluna.




Início da viagem psicodélica. 2020. Andreia Masae Kotaka. Técnica: objeto. Dimensões:    40cm x 22cm. Acervo da aluna.


Viagem psicodélica. 2020. Andreia Masae Kotaka. Técnica: objeto. Dimensões: 40cm x 22cm. Acervo da aluna.


domingo, 2 de fevereiro de 2020

Monolito-Corpo-Experiência


monolito-corpo-experiência
“Dizem que foi construído por gigantes ou por espíritos, mas sabe-se que os gigantes e espíritos não existem. Quem o construíu?”
Durante as discussões realizadas em sala a respeito dos filmes 2001: odisseia no espaço e 2010: o ano em que faremos contato, juntamente as bibliografias discutidas o que me chamou mais atenção foi a ideia da personificação do objeto intitulado “monolito”. Em vista da época e período histórico que foi escrita a obra 2001: odisseia no espaço, compreendo que a mesma procura estender uma conversa não apenas sobre descobertas espaciais, mas sim sobre a mente e comportamento humano, quase como que se o filme buscasse na corrida espacial recorrente da época um pretexto para falar de humanidade e sociedade, onde o monolito aparece como um “protetor” de uma sociedade evoluída que causa mudanças em todos os que se aproximam dele, seja vida, morte, nascimento etc.
Assim, com toda a duvida e curiosidade que existe em torno desse objeto juntei meus estudos a outros exemplos de monolitos encontrados em civilizações, muitas vezes esculpidos ou feitos em pedras enormes que nem sequer existiam em torno da região e então desenvolvi esculpindo um livro que um dia foi uma “enciclopédia de todas as coisas” e intervindo no mesmo por meio de colagens manuais com questionamentos disparadores que levam a reflexões talvez incertas, mas que deslocam o pensamento, assim como acho que um monolito funciona. A obra foi intitulada como monolito-corpo-experiência.

Discente: 104569 Priscila Souza










Narrativa Visual


Disciplina: Arte E Ciência: Dia. Interdisciplinares II                                
Curso: Artes Visuais 3º ano, Turma:01


Alunos/as: Caio Henrique Doi Schmitt RA:102366, Gabriela Vieira de Oliveira RA: 104342 e Lucas Giovany Ribeiro RA:103314.


Narrativa Visual

A proposta da narrativa visual foi criar uma história que não se explicasse de maneira objetiva, abrindo múltiplas interpretações assim como o filme 2001 Odisseia no espaço visto durante a disciplina.
A narrativa busca explorar os aspectos do objeto sentinela, no caso, com uma nova forma escolhida para explorar esse que seu caráter de dever continuo e corporificação quase divina, uma bola com aparência maciça e enigmática. Para reforçar essa busca pelo transcendente e não por aquilo que é igual, a busca de alguma origem talvez, o impulso dado por aquele que rege como se sugere no filme 2010, como a busca por vida inteligente semelhante.
Acrescentamos uma outra espécie que foi afetada por essa bola negra e acabou por evoluir, mudando sua estrutura genética e capacidades, a espécie escolhida foram os sapos, por suas capacidades e todas as modificações que já vemos nesses indivíduos.
Por fim a conclusão se dá assim como no conto sentinela, com a abertura do objeto espacial, revelando seu conteúdo incompreensível, no caso optamos por fazer uma alusão a Star Child, onde se revela um número considerável de criaturas em situação semelhante, o que isso significa e pra que caminhos isso leva é um caminho a se pensar.


Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.




 Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.




 Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.



 Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.



 Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.



Desenho base feito com grafite e finalizado no digital, dimensão de 21 cm X 29,7 cm.




Homem - Máquina




Discente: Jéssica Fiorini Romero;
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II;
Turma: 01 Sala K; 3° Ano Artes Visuais - UEM;
Título: Homem- Máquina ;
Técnica: Giz pastel seco e lápis aquarelável sobre papel;
Tamanho: 59,4 x 21cm.

Imagem I


A relação de contrariedade do humano - objeto - máquina está presente por todo o trama do filme. O ser humano, tratado como ser inferior pelo ponto de vista da máquina - HAL - ao mesmo nega essa relação de superioridade da máquina. Há a disputa de hierarquias entre os dois, tanto é que HAL se põe com direito de matar os seres humanos ao se colocar como sujeito e afirmar que os humanos possuem defeitos (como as máquinas). O trabalho é um estudo dessa relação de hierarquias do qual, a partir do pensamento de Luís P. Piassi, a hierarquia segue com o formato crescente de infra-humanos, trans-humanos e supra-humanos. Todas as denominações estão correlacionadas aos humanos, como referencial. Os infra-humanos como inferiores aos humanos, dos quais abrangem os hominídeos e macacos, os trans-humanos que se põem na condição de sujeito e não objeto, estes, como o HAL, então em constante contradição e disputa com os humanos e por fim, os supra-humanos que relaciona-se ao monolito, ser misterioso fora da compreensão humana, do qual se põe como superior aos humanos. Na capa e contracapa do folheto com os estudos de hierarquias, encontra-se um rosto humano e ligações que dão continuidade a este rosto, respectivamente. O rosto humano apresenta um olho que faz menção à HAL, do qual dá significação a relação que os humanos têm com a máquina, ou seja, o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, trata dessa disputa de superioridade pois a disputa foi iniciada pela fome de querer se aproximar o máximo possível de uma máquina perfeita, inclusive uma máquina que consiga pensar como um humano, que consiga ter próprias decisões e consiga formar uma subjetividade própria, um “eu” próprio.

Imagem II

Imagem III 

Imagem IV 




SOVICAT

Discentes: Ana Bárbara de Carvalho Santi e Soraya Ayumi Tory;
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II;
Turma: 01 Sala K; 3º Ano Artes Visuais - UEM;
Título: Sovicat;
Técnica: Nanquim e lápis sobre papel;
Tamanho: 52cm X 21cm.

Fig. 1.

Partindo de nossa experiência estética com os filmes 2001: Uma Odisseia no Espaço, dirigido pelo estadunidense Stanley Kubrick e lançado no Brasil em 1968, e 2010: O Ano que Faremos Contato, dirigido pelo também estadunidense Peter Hyams e lançado no Brasil em 1985, elaboramos uma ilustração em nanquim (fig. 1) que busca fantasiar sobre outras possibilidades de narrativa tanto a partir dos roteiros trabalhados em ambas as produções cinematográficas, quanto com base nas discussões propostas em sala. Nossa imagem consiste na figura de uma gata vestida com um traje de astronauta bordado com o símbolo da foice e o martelo, referenciando o movimento comunista e a bandeira da União da República Socialista Soviética (URSS). A gata, carinhosamente apelidada de ‘Sovicat’, flutua na frente de um grande monólito distante no espaço, dialogando com os encontros retratados em 2001 e 2010 entre o objetos, os primatas e os humanos. Divagamos... E se outra espécie tivesse se apropriado do monólito? E se outra nação ocupasse o protagonismo estadunidense? E se o gênero feminino encabeçasse a história que nos é narrada? Talvez no lugar de “um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade” se falasse em “um pequeno passo para uma gata, mas um grande salto para a gatunidade”. 


sábado, 1 de fevereiro de 2020

Discente:Flávia Fiorini Romero
RA:106274; Disciplina Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II; Turma 1,Sala K; 3°Ano Artes Visuais-UEM
Título: Stanley Kubrick
Tecnica: Desenho através de fotos   
Tamanho: A5

Stanley Kubrick
Stanley Kubrick foi um homem genial e muito importante para a história cinematográfica, iniciou muito jovem o trabalho de fotógrafo aos 17 anos com influência de seu pai. Com 22 anos passou a trabalhar no cinema fazendo curtas, seu primeiro documentário foi com suas  próprias economias. Kubrick nasceu em Manhattan, Nova Iorque, no ano de 1928 e faleceu em 1999.
O cineasta se envolvia totalmente no processo da filmagem, tinha todo o controle artístico durante suas produções, era cineasta, roteirista, produtor, fotógrafo, redator, diretor e editor. Além do mais, foi considerado muito exigente e perfeccionista, o que causava muita discórdia com seu elenco. Stanley foi bastante implicante, solitário, controvertido, reservado, às vezes calmo outras vezes muito agressivo, rompia esquemas, era rebelde, mas causava muita admiração pelo seu jeito único e sua forma de filmar, era ousado nas imagens,  nos efeitos especiais e na escolha das trilhas sonoras. As cenas de seus filmes mostravam idéias grandes, campos, salões, realismo, movimentos sem closes, sem corte e sem ponto de fuga. Os filmes de Kubrick tinham muitos efeitos especiais, inovadores e realismo científico, mas algumas de suas produções não agradavam muito pois apresentavam cenas fortes de terror, guerra, violência, crueldade e ódio. Contudo, recebeu 13 indicações de Oscar, vários prêmios como melhor efeito especial e melhor direção. Ele produziu do ano de 1953 até 1999 o total de treze filmes.
Na produção, utilizei as fotos de Stanley durante as filmagens e fiz um desenho a partir delas, para representar como ele se envolvia quase por completo em seus filmes, ele se entregava por inteiro, e penso que por isso foi um sucesso sua carreira  e chamou tanto a atenção e admiração na indústria cinematográfica mundialmente.

Ilustração. Laranja mecânica (1971)

Ilustração I. 2001:Uma Odisséia no espaço (1968)

Ilustração II. 2001:Uma Odisséia no espaço (1968)

Ilustração. Spartacus (1960)
Ilustração. Stanley Kubrick



1002

Discente: Augusto Montini; 
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II; 
Turma: 01 Sala K;  3ª Ano Artes Visuais - UEM;  
Título: 1002;
Técnica: Fotolivro;
Tamanho: 10,5cm x 10,5cm; 44 páginas; 24 fotos.


                                     

Venho fotografando há algum tempo televisões encontradas na rua. Essas situações de encontro com esses objetos no meu cotidiano são totalmente arbitrárias e um tanto quanto recorrentes. Tenho um interesse em objetos “banais” deslocados do seu espaço original e esses televisores transformados em lixo nas ruas, de certa forma, revelam uma cultura e uma prática muito comum na cidade, além trazer à tona questões sobre a evolução da tecnologia e a obsolescência de aparelhos antigos.
Ao contrário do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, que há uma exaltação da tecnologia e até onde ela pode levar a humanidade, quis retratar por meio do fotolivro 1002 um lado obscuro dos aparelhos tecnológicos, o seu descarte pelas pessoas a partir do momento em que eles já não servem mais.  Tenho como referência o fotolivro Vinte e seis postos de gasolina (1963), do artista norte-americano Ed Ruscha (1937) que tem como conteúdo o que o título já informa: 26 fotografias frontais de postos de gasolina, da Califórnia ao Texas. As fotos são banais, sem maiores complexidades e repetitivas, mas que ao folheadas ao longo do livro produzem um sentido e um comentário acerca da sociedade americana na época sobre modernidade e industrialização das cidades.
Trago essa ideia para o meu fotolivro com fotos em baixa qualidade de TVs em uma sequencia que se repete com o mesmo conteúdo fotografado, como se fosse uma subversão do filme 2001 (por isso o nome do livro 1002) onde a tecnologia agora é lixo eletrônico.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

TUDO VIRA

Discente: Gabriel Silva Batista; 
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II; 
Turma: 01 Sala K;  3ª Ano Artes Visuais - UEM;  
Título: Tudo vira;
Técnica: Nanquim sobre papel e fezes de cavalo;
Tamanho: 73cm X 34 cm.


Fig. 1.

Fig. 2.

Fig. 3.

Denominada "TUDO VIRA", a obra é composta por 3 ilustrações que remetem diretamente a personagens do filme '2001'. A primeira ilustração (Fig. 1) representa o hominídeo apresentado no segmento inicial do filme em sua icônica cena onde descobre que pode utilizar o osso como ferramenta para angariar poder, disseminando, com isso, a dominação e a violência.

A segunda ilustração (Fig. 2) retrata o astronauta. Mas não só o astronauta. Retrata o homem moderno como um todo. O homem que quer entender o que há "além", nos confins de um universo minimamente explorado. Um ser insignificante que, ainda assim, se entende como superior a outros seres. Um ser que dia e noite se desdobra para entender os arredores do gigantesco universo que o rodeia, para entender o "fora". E tanto quanto, para entender o "dentro". Uma humanidade própria ainda também pouco explorada e decifrada. Uma insignificância de si próprio.
A terceira ilustração (Fig. 3) traz a figura do monólito. Enigmaticamente aparecido ao longo de todo o filme, o monólito representa, em minha obra, um ser superior. Em concordância com o filme "2010 - O ano em que faremos contato" (1984), um ser de elevação, afastado das limitações do ser humano. Representa um ideal, um auge.
As três ilustrações estão propositalmente rodeadas por um material orgânico: fezes. A ideia de usar tal material tão incomum veio principalmente da canção "Tudo Vira Bosta, composta por Moacyr Franco e interpretada por Rita Lee.


"O ovo frito, o caviar e o cozido

A buchada e o cabrito
O cinzento e o colorido
A ditadura e o oprimido
O prometido e não cumprido
E o programa do partido
Tudo vira bosta


O vinho branco, a cachaça, o chope escuro

O herói e o dedo-duro
O grafite lá no muro
Seu cartão e seu seguro
Quem cobrou ou pagou juro
Meu passado e meu futuro
Tudo vira bosta
Um dia depois

Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta
Filé minhão, champinhão, Don Perrinhão

Salsichão, arroz, feijão
Mulçumano e cristão
A Mercedes e o Fuscão
A patroa do patrão
Meu salário e meu tesão
Tudo vira bosta
O pão-de-ló, brevidade da vovó

O fondue, o mocotó
Pavaroti, Xororó
Minha eguinha pocotó
Ninguém vai escapar do pó
Sua boca e seu loló
Tudo vira bosta
Um dia depois

Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta
A rabada, o tutu, o frango assado

O jiló e o quiabo
Prostituta e deputado
A virtude e o pecado
Esse governo e o passado
Vai você que eu 'tô cansado
Tudo vira bosta
Um dia depois

Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta
[...]"
TUDO vira bosta. Compositor: Moacyr Franco. Intérprete: Rita Lee. [S. l.]: Som Livre, 2003.
A conclusão a que chego a partir de minha obra é de que: apesar de toda a grande filosofia humana de desbravamento, de conquista, de poderio, tudo ao fim cai ao mesmo relento. O que o monólito representa, toda a evolução a qual não temos acesso, todo o mistério ao entorno do que há no "fora", pode ser que não se suprima a fim tão mísero. Mas as cabeças que pensam sobre isso hoje, tal qual a minha, a de meus colegas aqui presentes, a do professor, todas estas sim, virarão escória. Todas estas obras, todos estes materiais, todas essas aulas... tudo virará bosta. Não que já não sejam. Se o monólito assistisse a tudo isto, ele veria uma aula ou um quadro cheio de fezes?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

EM BUSCA DE JÚPITER





Disciplina: Arte e ciência: diálogos interdisciplinares II - Professor Marcos Danhoni
Curso: Artes Visuais Turma: 2
Discente: Larissa Cassia Braz de Oliveira RA: 102237


EM BUSCA DE JÚPITER (2020)
Com base no filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, produzi essa pintura para representar a viagem da nave espacial até Júpiter, em busca dos monólitos Para o processo da produção, utilizei tinta guache em um papel A4 e posca branca para alguns detalhes, além de esponja, clips e estilete para o recorte, trajeto e sobreposição da nave. A bordo da nave Discovery One estão David Bowman e Frank Poole, poupando o máximo de recursos que conseguiam, para que durassem mais e HAL 9000, o computador comandante, que foi a chave para a descoberta dos monólitos. No vídeo, represento o trajeto da nave ao redor de Júpiter.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Thalia 9000



Discente: Thalia Mendes Rocha RA: 103257; 
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II; 
Turma: 01 Sala K;  3ª Ano Artes Visuais - UEM;  
Título: Thalia 9000;
Técnica: Montagem Digital - Impressão em papel fotográfico;
Tamanho: 148x210 A5.  


Esta produção faz alusão a HAL 9000 o computador de inteligência artificial retratado no filme “2001 Uma Odisseia No Espaço” de Stanley Kubrick. O trabalho além, de fazer referência ao personagem coloca em cheque o quanto nos tornamos máquinas e até que ponto chegamos para alcançar aquilo o qual acreditamos que estamos destinados. Criamos máquinas convivemos com elas, fazemos com que elas se comportem como nós, se pareçam como nós e até que pesem como ou melhor que nós. O que nos leva a pensar: até que ponto dominamos as máquinas e até que ponto elas nos dominam?Nos tornamos reféns da tecnologia?O que corrobora com Luís Paulo Piassi, em seu artigo “ A Transcendência Pela Tecnologia Em 2001: A Space Odyssey- Humanos, Pós- Humanos E Trans Humanos” quando o mesmo nos fala sobre este conflito:
HAL nos coloca assim uma nova contrariedade, entre “humano” e “objeto”. A máquina, antes instrumento de poder humano, usada para a sobrevivência agora reivindica status de sujeito. Se isso não era possível ao fêmur usado como arma no início do filme e nem mesmo as espaçonaves, o fato é que uma máquina pode pensar leva imediatamente à negação de sua condição de “objeto” e a possibilidade latente que se afirme sua condição “sujeito e, dessa forma, iguale-se a nós em suas potencialidades. (Pág.. 06, 07).
Após a leitura deste trecho podemos notar o quão se torna complicada nossa relação com as máquinas, no filme 2001 os personagens foram enganados por Hal e tiveram que desligá-lo para que não comprometer a missão o que não acabou acontecendo visto que os tripulantes da nave acabaram mortos. Já no Filme “2010 O Ano Em Que Faremos Contato” de Peter Hyams o personagem que criou HAL teve que mentir para o computador a fim de beneficiar a todos e descobrir a razão da morte de seus antigos tripulantes. O que podemos notar destes dois filmes é que o ser humano criou uma máquina potente de inteligência artificial que se tornou uma ameaça para todos pois, entrou em conflito com seus princípios básicos de criação e se tornou uma ameaça para a tripulação.

Com base nos filmes e fatos já mencionados a presente produção visa, levantar essas e outras questões que possam decorrer do tema homem e máquina, a produção visual foi feita a partir de uma mesma foto manipulada de várias formas através de programas de edição de imagens e filtros com a intenção de mostrar a evolução da personagem humana Thalia 9000.


Esta obra faz parte de uma produção coletiva, desempenhada para a disciplina de Arte e Ciência Diálogos Interdisciplinares II.

A ARTE DOS BASTIDORES

Discente: Arthur Zanetti Ghizellini, RA:104237;
Disciplina: Arte e Ciência: Diálogos Interdisciplinares II;
Turma: Turma 1 (Sala K) - 3° Ano, Artes Visuais - UEM;
Produção: 2 obras artísticas;
Dimensão: Cada produção em tamanho A5;
Materiais: Caneta Hidrocor, Tinta Aquarela e Papel de gramatura 180.

Nestas produções tentei capturar um pouco sobre a experiência de criação do filme “2001: Uma odisseia no espaço” e para isso desenvolvi duas pinturas híbridas utilizando tinta aquarela e caneta hidrocor.
Se levado em consideração a história do livro “The Sentinel”, de Arthur C. Clarke, na qual através de uma equipe de pesquisa é descoberta uma “pirâmide de cristal” de origem extraterrestre presente em solo lunar por milhões de anos, a adaptação realizada por Kubrick seria um tanto diferente em aspectos detalhistas e fiéis ao livro. No entanto Kubrick determinou que o objeto alienígena trazido no filme tivesse formas retas como um tetraedro e fosse transparente (para isso seria utilizado para sua construção o material Acrílico).
A decisão logo mudou ao não se obter o resultado desejável para suas visualidades, trocando o objeto por um monólito totalmente preto. Nesta produção, tentei trazer essa “ruptura” do formato original do objeto alienígena, até chegar ao monólito como é visto no filme finalizado.



O filme “2001: Uma Odisseia no espaço” foi produzida por Stanley Kubrick e lançado em abril de 1968, porém a produção começou em 1965, sendo que as cenas ocorridas no espaço foram as primeiras a serem gravadas. Levando em consideração que a NASA a cada mês lançava novas fotografias com maior resolução e detalhamento do solo lunar, as imagens e cenas lunares produzidas para o filme sofreram transformações diversas vezes, algumas tendo que ser refeitas para ser o mais fiel possível a realidade. Além disso, os primeiros astronautas a chegarem perto da Lua foram os tripulantes da Apollo 8, na noite de natal de 1968, ou seja, depois do filme. As imagens produzidas da terra vista de longe foi completamente produzida sem perspectiva da realidade e imaginando como seria a cor da terra vista do espaço, pois apenas em 1967 surgiu a primeira foto colorida da terra vista de longe. Nesta produção tentei trazer este aspecto imaginário, produzindo diferentes luas e terras.


As duas produções fazem parte de uma coletânea de obras realizada por uma produção coletiva.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Uma conversa séria

Título: Uma conversa séria.
Materiais: Lápis de cor e canetinha sobre Canson.

Para esta produção quis fazer algo mais cômico. Relacionei o filme 2001: Uma odisseia no espaço com as leis da robótica, apresentadas por Isaac Asimov em seu livro "Eu, robô" que foi base para o convívio entre humanos e robôs. Como um grande fã de Isaac Asimov, meu pai já havia me dito as três leis principais da robótica sendo a primeira e mais importante que um robô não pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal que é exatamente o que Hal (personagem de 2001) faz ao colocar a missão em prioridade e matar a tripulação.
Desenhei o escritor Asimov conversando com Hal.

Aluna: Sophia Adorno Pipino  RA: 104158

“VÊNUS- 13000”


Professor: Marcos Cesar Danhoni Neves

Disciplina: Arte e ciência: diálogos interdisciplinares II
Curso: Artes Visuais Turma: 2 (L), 3º ano – 2019
Discente: Jaqueline Silva do Nascimento RA: 106089

TÍTULO: “VÊNUS- 13000”
MATERIAIS: Placa de ferro, porcas, pregos, anel de madeira, espuma de poliuretano flexível e cola permanente.
PROPOSTA: No futuro a Terra estará tomada por lixo e gases poluentes para atmosfera, homens, mulheres e não-binárixs ricas estarão confortavelmente em suas casas construídas em um planeta artificial. Quem ficou? Os avessos do mapa-mundi, o outro do outro, mulheres, não-binárixs e homens pobres. Corpos e identidades administradas e/ou criadas para atender as políticas colonizadoras que oprime e privilegiam não-negros, não-latinos e não-indígenas, são presenças esquecidas e silenciadas vivendo no que resta de Terra, o limbo da dignidade humana na acostumada resistência. VÊNUS-13000 seria a materialização da resistência, uma nave carregada de pensadores anarco-anticoloniais em busca de outro planeta com condições de vida.
DIMENSÃO : 4cm altura x 7,5 cm diâmetro.