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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O MISTÉRIO DE LORA - Episódio II


O MISTÉRIO DE LORA - Episódio II

Conceito e execução da obra são de autoria dos acadêmicos Josiele Cardoso da Silva; Larissa Silvério Figueiredo; Monalisa Romanesi Santos; Thaís Joana Tito Gonçalves e Willyan Henrique Batosti da Silva.

Episódio anterior: http://dialogosarteciencia.blogspot.com.br/2017/07/o-misterio-de-lora.html



                             


 Episódio II: A investigação se inicia, mas por onde começar?


Insatisfeita com o laudo policial, Naomi inicia uma investigação por conta própria e mesmo não sabendo muito bem por onde começar, se dirige ao local do crime e permanece por um tempo andando e tentando pensar em algo, mesmo acreditando que ir a cena do crime seria algo muito óbvio, sentia que era a sua única pista até então. Porém, continuava sem encontrar nada que lhe ajudasse a desvendar o que tinha ocorrido e percebia que não era tão boa em desvendar mistérios como sua amiga, mas era muito determinada e tinha certeza que algo não se encaixava nessa história.
Era quase hora do almoço. Com fome, decide comer algo na cantina ali perto e fica sentada olhando o movimento. Neste momento, ao olhar suas redes sociais, Naomi se depara com uma postagem de Ellora de alguns minutos antes da meia noite, na qual uma foto em sua casa com uma xicara de chá estava com a hashtag #partiu bce. Alguns amigos comentaram que ela não saia de lá e ela respondeu "ainda bem que a biblioteca fica aberta 24 horas assim, já posso morar lá kkk".  Algo chamou atenção de Naomi nessa postagem, pois a polícia não encontrou nenhum livro na cena do crime, desse modo, mesmo sabendo que Lora poderia ter ido a outros lugares antes de se dirigir a bce - se é que ela realmente chegou a ir na biblioteca- Naomi resolve dirigir-se a esse local, pois era a única pista que tinha até o momento.
Ao chegar à porta de vidro da biblioteca, Naomi ouve alguém chamando seu nome e olha para trás. Alguém está vindo em sua direção, porém não consegue reconhecer quem era, pois estava sem óculos.  Ao se aproximar percebe que se trata de um amigo de Ellora. Muito atencioso ele comenta sobre o ocorrido. Naomi por outro lado, não queria falar sobre este assunto e lhe questiona sobre o que Ellora estava fazendo nos últimos dias.
Ele sugere irem para algum lugar mais tranquilo para conversar, mas antes ele precisa pegar alguns livros, então os dois resolvem subir para o primeiro andar.  Lá Naomi senta enfrente a algumas prateleiras enquanto aguarda seu colega pesquisar alguns livros. Encafufada resolve olhar novamente a mensagem de Lora e percebe que as prateleiras da biblioteca tinham uma sequência similar àquela que ela recebeu. Mesmo sem problematizar essa coincidência seguiu em direção as prateleiras.
Pasmem... ela encontrou uma das prateleiras com a mesma sequência de números, lá estava ela, com os números 712.01-780.981 em sua frente, mas nossa querida Naomi tinha mais um desafio à sua frente, pois não fazia ideia de que livro era aquele com o qual Ellora estava. Caminha entre as prateleiras, sem saber o que procurava, até que percebe que havia um livro que não estava catalogado. 



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domingo, 26 de novembro de 2017

B.U.R.G.S

Capítulo III
A informação sobre o mapa encontrado por Joana, no entanto, chega aos ouvidos de outro grupo.
Envolvidos em uma trajetória de observação e estudos a respeito da Igreja Católica, um grupo de pessoas investiga ao decorrer da história todas as medidas tomadas pela instituição religiosa. Gerações se passam, os rostos mudam, e seu nome fica relativamente conhecido enquanto pouco mais que um fantasma; figuras vinculadas e objetivos sempre parcialmente velados.
Entre estas pessoas está Rômulo, que age duplamente, trazendo informações do círculo católico. Por meio dele, a notícia do encontro deste pedaço de papel com um mapa, que poderia desbancar o poder do catolicismo, escapa.
A partir disto, dois grupos passam a correr atrás deste mapa secretamente, um para escondê-lo outro para divulgá-lo.
A suspeita de Rômulo e Joana não estava errada. Durante uma das reuniões da seita, o professor descobre que realmente a igreja tinha uma vantagem nesta caminhada pois os militares estavam ao seu lado, obedecendo seus comandos. Claro que os únicos que sabiam desta articulação política e religiosa eram os superiores da igreja e do governo, a população, os militares, as polícias não sabiam de nada, apenas recebiam as ordens.

Joana e a Sol voltam para a escultura em questão, com a desculpa de finalização do restauro, e a analisam profundamente a fim de descobrir algo...

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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

B.U.R.G.S

Capítulo II


Na manhã seguinte ao voltar para a casa e ao conversar com os vizinhos, Joana descobre que não havia nenhum refugiado político, e fica preocupada pois acredita que a invasão possa ter a ver com o mapa que encontrou. E Joana tinha razão... Seu orientador de mestrado pirado em teorias da conspiração descobriu a informação de que os militares estão realmente atrás daquele papel, e passou essa informação para Joana, de forma a protegê-la.
A artista volta para o escritório de sua amiga Sol, onde havia deixado o mapa escondido, por ser um local mais seguro. A dupla analisa novamente o velho pedaço de papel e percebem que no canto superior esquerdo havia gravado em marca d’água o símbolo de uma cruz, e na parte inferior, encontraram o símbolo do Sagrado Coração de Jesus. A partir dessas pistas, elas observaram a ligação do mapa com a igreja católica, concluindo que a igreja escondia algo que poderia ser revelado com este material que tinham em mãos.


                                   
                                                                 (obra flagelação)

Rômulo, orientador de Joana, era um pesquisador da história do cristianismo no Brasil. Em um dia, dentro da igreja São Francisco de Assis, escuta a conversa de um bispo com um homem o qual não conhecia. Este, muito misterioso, conversava com o bispo sobre a destruição de algo. Rômulo, então, associou o nome com o tal mapa encontrado por sua aluna. Assim que soube da notícia, ligou para Joana.
Durante a conversa eles começaram a suspeitar da união da igreja católica com o poder público militar para a caçada do mapa. Ambos já sabiam existir uma enorme influência desta religião sobre os governantes do país.


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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

B.U.R.G.S

Capítulo I

Em 1967 na cidade de Ouro Pedro, em Minas Gerais, Joana, uma artista plástica de 43 anos trabalhava na restauração da escultura Flagelação do artista mineiro Aleijadinho. Na sala de restauro da igreja Santa Rita, onde Joana trabalhava, havia vigias do governo e outros seguranças para tomarem conta de todas as obras de arte que ali estavam.
Enquanto trabalhava na raspagem para melhor nivelamento da base da figura de Jesus Cristo, Joana encontrou acoplado à peça um pedaço de papel já muito desgastado; estranhando aquele material e interessada em saber o que era, num fabuloso jogo de cintura, a artista restauradora rapidamente o esconde dentro de sua calça antes que vigia do governo do estado percebesse.
Ao voltar para seu apartamento curiosa e um pouco assustada, Joana sem hesitar ligou para sua parceira de estudos em antropologia e historiadora da história do Brasil Solange, que em um pulo chegou à casa de Joana para analisar o pedaço de papel. A primeira vista, observando o estado do material, Sol percebeu que o papel seria de uma época muito antiga, provavelmente do tempo em que o Brasil ainda era colônia, além disso, observou também que havia o desenho de um mapa nele, não sabiam do que se tratava, mas as duas amigas queriam descobrir.

Joana e Solange estavam no apartamento, quando de repente o prédio é invadido por vários militares, depois de uma denúncia anônima sobre uma fuga de um preso político, e assim, as duas são obrigadas a sair de lá, e aos prantos vão para o escritório de Sol no Museu Histórico de Ouro Preto.
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Resenhas

O Inferno
A adaptação cinematográfica do livro Inferno, escrito pelo autor Dan Brown, foi lançada em 2016 e dirigida por Ron Howard. O enredo que mistura arte e ciência em forma de enigmas instigantes parece ser uma constante nas obras do autor, criando desta forma, um estilo próprio, quase que como, uma assinatura.
O filme tem inicio com flashs de uma palestra do personagem Bertrand Zoebrest, um bioengenheiroque busca disseminar a ideia de que uma parte da população mundial seja dizimada, para que , desta forma, a raça humana não seja extinta.  Na cena seguinte, após uma breve perseguição, Zoebrest se joga de um prédio enquanto fala“Diga a eles que a humanidade é a doença e o inferno é a cura”. Quase que simultaneamente, o olhar do publico começa a ser direcionado para o professor Robert, um especialista em simbologia, que desperta em um hospital, em Florença. Um ferimento na cabeça, fez com que o professor perdesse a memória recente, lembranças desconexas e alucinações fizeram com que o personagem acordasse atordoado. Logo ao despertar, Robert sofre um atentado, a Dra. Sienna ajuda-o a fugir e o esconde em sua casa. Quando foi vestir seu paletó, Robert encontrou um bio-tubo, que continha a lanterna de Faraday, um instrumento feito de osso, com a representação do satã de três cabeças, e é então que o enigma tem inicio, rapidamente o professor associa a imagem com a peste negra, uma praga da Idade Média que disseminou numerosa parte da população.
 Ao ativar a lanterna, Robert e Sienna percebem que ela projetava o Mapa do Inferno, de Botticeli, obra que é conhecida mundialmente, no entanto, os personagens observaram pequenas letras que foram adicionadas em cada uma das nove camadas, formando assim, um anagrama que resultou na frase “Cerca Trova”, que significa “Procure e encontrarás”. Na lateral da projeção outra frase: “A verdade só pode ser deslumbrada através dos olhos da morte”. Ao identificar a primeira pista, o professor estabeleceu conexão com uma segunda obra, "Batalha de Marciano", afresco de Giorgio Vasari, que fica exposto em um dos salões do Palazzo Vecchio,e que também continha a frase “Cerca Trova”. Ao conversar com a guia do museu, Robert sai em busca da Mascara Mortuária de Dante Alighieri, artefato que ele e seu amigoIgnacio retiraram do museu, apesar da falta de memória, um e-mail enviado pelo amigo da a pista do esconderijo que foi desvendada, a partir do repertório que o professor tinha da Divina Comédia, principalmente do canto XXV. Ao encontrar a máscara na fonte batismal da catedral onde Dante foi batizado, o professor desvenda a parte final do enigma, que contem a localização em que o biovírus desenvolvido por Zoebrest será liberado. Robert parte ao destino, em uma corrida contra o tempo para impedir a propagação do vírus.

Em sua terceira adaptação cinematográfica, Dan Brown, usa Dante para mais uma vez, une de forma instigante arte e ciência, fazendo com que o público queira brinque de detetive junto com os personagens.


Por Dentro da Maçonaria

O documentário estreado no Brasil no ano de 2009 relata um das maiores sociedades secreta do mundo, sempre polêmica e misteriosa, a maçonaria existe há muitos séculos e a verdade é que não dá para saber quando ela teve início, suas práticas e crenças são enigmas até hoje.
É relatado ao decorrer do documentário de como foi dada a origem desta irmandade e seus rituais de iniciação de novos membros que incluem um laço de força, eles justificam esse objetivo como um simbolo, que faria referencia ao cordão umbilical. 
 Além de explicar várias características e segredos incríveis do grupo, como as reuniões e o motivo delas serem secretas, o simbolismo na nota de us$1,  sobre a figura do "Olho Que Tudo Vê" acima da pirâmide, no dólar americano, pois, se trata de um é um símbolo maçônico e a frase que está abaixo dele está escrita em latim. Onde as palavras são um lema maçom, que significa "nova ordem mundial".
Outro aspecto demonstração foi do interior da loja maçônica, alojamentos simbólicos, organizado para assembleias, onde os maçons se reúnem periodicamente para trabalharem de forma ritualísticas segundo o rito que adotam.  
          Assim, o documentário introduz de forma clara a sociedade secreta e revela várias
 curiosidades que ficam pelo ar quando o tema é Maçonaria.


Resenha realizada pelas alunas: Ana C. Ribeiro Teixeira 
                                                     Natália Tiemi                

Analise filme e documentário



No filme "Inferno" que se passa na cidade de Florença, Itália. Robert um professor de simbologia que decifra enigmas usando seu conhecimento para resolver mistérios e salvar o mundo.
Robert desperta em um hospital com ferimento na cabeça, com algumas alucinações e pensamentos obscuros e humanos queimados, mascaras de monstros, ele não se lembra de nada que aconteceu e nem sabe o porquê está em Florença.
A Dra. Sienna que cuidou dele no hospital, ainda no hospital no quarto escutam tiros vindo do corredor, mediamente dra Sienna sai por outra porta do quarto, protegendo Robert, eles conseguem escapar da mulher misteriosa. Acabando indo para casa de Sienna, onde ela entrega roupas para Robert ele ainda tendo algumas alucinações.
Robert encontra um frasco lacrado em seu paletó, que só se abre com sua impressão digital. Nela há um estranho artefato que dá início a uma busca incessante. Em uma corrida contra o tempo, seu adversário assustador, enfrenta um enigma que o leva para lugares históricos de arte, passagens secretas, museus, igrejas e entre outros. Assim continua uma busca de conseguir esse vírus mortal antes que pessoal mal intencionadas o liberem.
Em Veneza Sienna trai a confiança de Robert e o abandona, quando descobre que o vírus está escondido em Istambul. Após um confronto com Robert, os agentes da SMI e o Diretor do Consórcio.
Sienna acaba morrendo durante a ação e existe uma ameaça biológica que acaba sendo contida antes de oferecer qualquer risco à humanidade.


No filme uma das relíquia importante que Langdon precisa encontrar é a Máscara mortuaria de Dante que fica na entrada do Museu do Palazzo Vecchio e que pode lhe revelar um importante enigma que precisará ser desvendado para prosseguir em sua jornada. A máscara foi feita em gesso, a partir do rosto morto do poeta, e é guardada em Florença, o local que ele nunca pôde retornar, seu Paraíso. Fontes indicam que as máscaras mortuárias é um tipo de “arte”. Nas culturas ocidentais, ela pode ser chamada de máscara mortuáriamáscara funerária ou máscara fúnebre. a prática consistia em construir uma máscara feita de cera ou gesso que era colocada sobre o rosto de uma pessoa recém-falecida. A máscara podia ser feita para se possuir uma lembrança ou souvenir do falecido ou usada como modelo para criação de retratos posteriores.

Já o  documentário Por dentro da Maçonaria é um relato da maior sociedade secreta do mundo  que  se origina  da irmandade ritual de iniciação, que se questiona em principio  o porque das reuniões da maçonaria serem secretas, o porque dos maçons quererem tanto dominar o mundo, o  porque do simbolismo maçônico estar na nota e nas cerimônias de posse dos presidentes americanos e o suposto assassinato do  papa Jack o estripados ,que é a partir daí que será investigado o suicídio do banqueiro de Deus, e qual é o tipo dessa sociedade secreta e  questionar que a morte do papa não foi um suicídio é sim um assassinato.
Após séculos de boatos, suspeitas serão  apresentadas, um mergulho em precedente no mundo do franco-maçonario uma oportunidade única para a maçonaria. As verdades,ideias e identidades enfim serão expostas. No mundo onde todas as portas das lojas maçônicas serão abertas ,uma versão abrangente de quem são os franco-maçons ,o que fazem e como podem estar ligados a morte de um banqueiro italiano ,então será discutido se foi uma tentativa de uma loja maçônica assumir o controle de uma pais moderno.
O estranho simbolismo em torno do corpo encontrado, muitos suspeitaram  que haveria uma ligação com a extinta loja maçônica P2 pudesse ter conexão com a sua morte. O simbolismo do franco-maçonaria  continua sendo um de seus maiores enigmas, por exemplo a nota  de US$1 era uma figura aparentemente sinistra que ela tem no verso. Embora o olho que tudo vê e a pirâmide  de 13 graus tenha sido propostos por não maçons, persiste a ideia de que o brasão do EUA seja um emblema cifrado do poder maçônico.Mais não a provas reais que a maçonaria tem algum vinculo com a morte de Calvi e um caso que continua em  aberto.Quanto aos maçons a maior surpresa de todas e que lês podem ser muito mais que um grupo de irmãos ou uma sociedade de filantropos bonzinhos, de certa forma a maçonaria nos faz crescer em responsabilidade, na fé no próximo a na ajuda mútua.
No documentário em Boston, berço de um ramo da maçonaria que busca refutar a alegação de que a ordem é só para velhos brancos cansados. A loja Prince Hall, que leva o nome de um soldado da guerra da independencia, de Massachusetts. Ha 230 anos, quando a maioria dos afro americanos ainda era de escravos, Prince Hall e mais 14 negros livres foram convidados a integrar a irmandade maçônica. Sua iniciação foi aprovada em 1784 pela Grande.Loja da Inglaterra. Ironicamente, a potencia colonialista contra quem Prince Hall recém lutara. Lesley A Lewis é grão mestre da Grande Loja Prince Hall Número Um.
 Anne Baliscke
Mariana Silva 
Vanesa Arnaut

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Inferno

Filme “O Inferno” de Dan Brown

No filme O Inferno podemos notar vários elementos históricos vinculado com a arte. Dessa forma, a maior parte do filme ocorre em Florença, sendo ela a cidade natal de Dante Alighieri (1265-1321), poeta que escreveu A Divina Comédia. A obra literária é concebida em três momentos (Inferno, Purgatório e Paraíso), o Inferno, é dividido por partes, cada qual compõem uma penitência destinada a um pecado específico, as escritas dos cantos do inferno são bem descritivos, compondo diversos signos que vão influenciar a construção visual e simbólica do inferno até o tempo presente. Consequentemente, Sandro Botticelli (1445-1510), também nascido em Florença, foi um dos influenciados pelo inferno de Dante, compondo a ilustração das camadas do inferno, sendo “O mapa do Inferno” uma das obras presentes na trama, além do mais, o professor Langdon vivência algumas camadas do inferno, por meio de delírios.
O filme tem início com uma cena em que Bertrand Zoebrest está caindo do alto de um prédio e uma frase é dita “Diga a eles que a humanidade é a doença e o inferno é a cura”. A partir desta cena, se inicia o desenrolar de um enigma com a descoberta da Lanterna de Faraday que reflete um mapa da obra O Inferno de Botticeli, porém com algumas alterações da obra original. O professor Langdon é encarregado de decifrar este enigma, mas Langdon acorda em um hospital com um ferimento na cabeça e possivelmente devido a isso, não se lembra dos últimos acontecimentos. Sienna passa a ajudá-lo a desvendar esse mistério em torno de uma possível ameaça de liberação de um vírus que dizimaria a população.  No decorrer do filme alguns elementos importantes são apresentados como por exemplo, a obra O Inferno de Botticeli, um afresco de Vasari, a Lanterna de Faraday e a máscara mortuária de Dante, bem como os palácios, catedrais, jardins entre outras construções que fizeram parte do berço do Renascimento.

A lanterna de Faraday: no filme, é instrumento enigmático, com inscrições em sua superfície, Langdon desvenda sua simbologia como “um satã de três cabeças devoradores de homens, associado a peste negra, as três bocarras significa o poder da praga, dissemina a população”. A símbolo que remete a epidemia da Idade Média, traz à tona um acontecimento histórico que aproxima-se do drama do filme. A peste negra a princípio era associada a um castigo divino para os hereges e pecaminosos, sendo descoberto mais tarde a sua relação com a falta de higiene. 
No decorrer do filme aparece também, uma possível mascara anti-peste, nos delírios de Langdon.  A trama enigmática gira em torno da criação de um vírus, no qual não é revelado os efeitos causados pelo mesmo.

Mascara possivelmente usada por médicos, para prevenir o contágio da peste negra.

Mapa do Inferno Botticeli

9 Camadas do inferno


Primeiro Círculo, o Limbo (virtuosos pagãos)
Segundo Círculo, Vale dos Ventos (luxúria)
Terceiro Círculo, Lago de Lama (gula)
Quarto Círculo, Colinas de Rochas (ganância)
Quinto Círculo, Rio Estige (ira)
Sexto círculo, Cidade de Dite/Dis (heresia)
Sétimo círculo, Vale do Flegetonte (violência)
Oitavo círculo, o Maleboge (fraude)
Nono Círculo, lago Cocite (traição)






A obra o Mapa do Inferno, aparece na dramaturgia, contendo algumas marcações de letras nos pecadores, distribuídos pelos círculos do anagrama, que compõem como acréscimos de letras, que decifradas compunham a frase CERCA TROVA (procure e ache ou encontre) juntamente com uma frase “A verdade só pode ser deslumbrada através dos olhos da morte”.

Mascara Mortuária de Dante Alighieri


A Mascar Mortuária de Alighieri, feita de gesso logo após a sua morte, podendo ser encontrada no Palazzo Vechio. No filme a máscara pertencia ao personagem Bertrand Zoebrest, que por sua vez disponibilizava a sua exposição do museu, na trama a máscara contem a última pista que vai denominar o local do vírus. No decorrer no filme a máscara é roubada e acaba por ser escondida por um possível parceiro de Langdon. Dessa forma, seu parceiro deixa uma pista.
A pista desvendada por meio da Leitura da Divina Comédia, Paraiso, canto XXV, as leituras conduz ao batismo, logo na trama foi-se vinculada ao local de batismo de Alighieri Batistério de San Giovanni. Chegando a Higia Sophia, no túmulo de Enrico, todos se encontram e uma tensa disputa pelo vírus se inicia. Para impedir uma tragédia global, eles tentam vencer uma disputa para acabar com o vírus e dessa forma a população se manter vida, para isso muitas mortes vieram acontecer, mas o professor juntamente com sua parceira consegue conter o vírus, salvando a população.

Resenha do filme " O Inferno" realizada pelos alunos: Josiele, Larissa Silvério, Monalisa, Thaís e Willyan.
Documentário “Por dentro da Maçonaria” da Editora Abril

O documentário “Por dentro da Maçonaria” foi produzido pela BBC e disponibilizado pela revista Super Interessante da editora abril, e nos traz informações acerca da temática Maçonaria pelo olhar de teóricos não maçons de participantes da maçonaria. Neste documentário, é exposto inicialmente a visão dos mistérios que se criam em torno da Maçonaria, e supostas mortes que foram associadas à sua autoria, como por exemplo, a morte do banqueiro italiano de 62 anos, Roberto Calvi, que em 1982 foi encontrado enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres, com um passaporte falso, e tijolos em seus bolsos. 
 Outros casos associados a maçonaria foi o fatídico assassinato de William James, morte em uma suposta iniciação, além da morte do papa João Paulo I, e em 1826 a morte de William Morgan em Nova York. Teorias da conspiração alegam que o personagem conhecido como Jack o Estripador, que assassinava suas vítimas como parte de rituais maçônicos, por isso foi encoberto pela polícia que possuía membros da maçonaria.
Posteriormente, são apresentados os supostos três séculos de surgimento da Maçonaria, sua origem e a elaboração de uma constituição em 1717 contendo as regras oficiais, os regulamentos e símbolos maçônicos. São mencionados os três valores da vida de um maçom (amor fraternal, verdade e assistência), o sigilo que os membros juram manter sobre o que ocorre no interior de seus cultos, nos mostram o interior das lojas maçônicas, a significação dos componentes do símbolo maçom (esquadro, compasso, trolha e a letra G) e como se dá a iniciação em uma loja.
Além do que já foi citado, outra informação sobre a maçonaria é esclarecida sobre a desmistificação que eles teriam relação com o diabo, como é propagado em religiões consideradas “secretas” muitas vezes. Por meio de relatos dos próprios maçons, eles afirmam que para ser membro é preciso ter alguma crença, não importa qual seja, budista, hindu, muçulmana, cristã, entre outras. Só não é permitido ser ateu. Além disso, quando um maçom comete algum ato ilícito e tem passagem pela polícia, ele é desligado do grupo e proibido de voltar.
Como parte essencial deste documentário, são as imagens concedidas de um ritual de iniciação em uma loja maçônica com a abordagem da lenda de Hirão Abiff, que faz parte da iniciação ao terceiro grau e a simbologia de se passar a palavra secreta ao iniciado e a simbologia da morte do ego desse indivíduo. Também é especificada a divisão de níveis de elevação denominados “graus” (33 ao todo) e uma pequena explicação sobre os três primeiros graus.

Sendo assim, constitui-se como um excelente documentário que introduz ao universo da Maçonaria e desvenda um pouco das curiosidades e mitos sobre esta temática, os maçons esperam que com essa abertura ao público, de suas lojas e práticas, não fossem vistos como constantes alvos das teóricas de conspiração. 




Resenha realizada pelos acadêmicos: Josiele Cardoso da Silva, Larissa Silvério Figueiredo, Monalisa Romanesi Santos, Thaís Joana Tito Gonçalves e Willyan Henrique Batosti da Silva.








 Jack, o Estripador: "Os Juwes são os homens que não serão acusados ​​por nada."



Roberto Calvi, assassinado em 1882. 


MAH -  HAH - BONE


A letra G representa o Grande Geômetra, o Grande Arquiteto do Universo 


 Documentário Por dentro da Maçonaria. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ssKaI4bZfro>. 

O Inferno de Dan Brown e a Maçonaria


Por dentro da Maçonaria


            O longa Por dentro da Maçonaria: a maior sociedade secreta do mundo é um documentário elaborado pela revista Superinteressante, da editora Abril; produzido pela Arcadia Entertainment, National Geographic e outros, distribuída pela Parthenon Entertainment LTD. Com entrevistas de pessoas diversas, algumas vinculadas à maçonaria, o documentário se propõe a abordar ocorrências que envolvem o nome da sociedade, discutir questões voltadas a ela e dar espaço para diferentes opiniões a seu respeito.

            Das complicações apresentadas, talvez a maior seja a secretividade da sociedade e a forma como seu funcionamento é uma via de mão dupla. Isto porque, enquanto possibilitaria a abertura entre os membros e a proteção destes, também habilita a criação de narrativas especulativas - bem como a literalidade das dramatizações e o conteúdo dos ritos. No próprio documentário se fala sobre medidas de abertura ao público, numa tentativa de desmistificação. Parte do problema é que tais medidas não preenchem lacunas e não dão respostas, somente retomam justificativas para os segredos.
Estes são gestos que se sustentam até um momento, mas perdem força quando lidando com mortes, como a do bancário Roberto Calvi que de suicídio passa a ser levantada enquanto assassinato, e a de William James, maçom; além daquelas que circulam a criação e manutenção de seus espaços e símbolos.
Ainda sobre símbolos e seu uso, é interessante a forma como, dentre os apontamentos da maçom Susan Gonzales, a posição da mulher se justifica enquanto precedente e ativa no cenário ritualístico em geral.
       Dentre as figuras entrevistadas está David Southwell, autor de diversos livros sobre teorias da conspiração e sociedades secretas.




Por dentro da Maçonaria. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ssKaI4bZfro>.  Acesso em: Set. 2017. 



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Gente, tava andando na uem e achei esse papel... fiquei até com medo kkkkk
Alguém sabe de alguma coisa? Parece coisa de filme, mas o papel tem cara de ser bem velho... desconfio q deve ser uma brincadeira de alguém, mas essa uem vazia... sei lá. Se alguem souber de algo me manda um inbox please




Gregório Balielo

terça-feira, 1 de agosto de 2017

440

Assim como cada variação de tom do círculo cromático das cores equivale à uma frequência especifica do espectro de ondas perceptíveis aos cones do olho humano, as notas musicais como às conhecemos pela música também são ondas que oscilam em frequências perceptíveis à audição cóclea humana. Na história de todos os povos, o som e a imagem foram propagados nas diversas culturas, e em cada uma delas a música também esteve presente.
 Desde as primitivas emissões guturais dos primeiros seres humanos à verbalização de línguas vernáculas, a voz foi um instrumento tocado pela história da humanidade, sendo também o principal meio de comunicação dos seres humanos. Além de sua função no acasalamento e na reprodução das espécies, a diversidade de vozes serviu de alicerce para formação das sociedades e das redes de relações entre os povos e as culturas.
Devido à inerência das manifestações artísticas às relações culturais e sociais de um contexto histórico, o acesso a música de uma cultura nos permite imaginar e imergir momentaneamente em uma realidade que existiu ou ainda existe, e é na percepção sonora que supostamente alojamos o nosso conhecimento e os significados atribuídos ao que ouvimos.
O uso da música em rituais das civilizações mais antigas do mundo, presentes na Mesopotâmia, no Egito, no norte da Índia e na China, exaltava seus deuses pela fertilidade nas colheitas (a palavra cultura remete à ação de cultuar, cultivar). Os gregos fizeram seu uso na tragédia e na filosofia, que buscaram relações em seus estudos, entre a música e a compreensão da natureza do universo.
Na Idade Média, o surgimento da nomenclatura das notas músicas, atribuída a façanha do monge italiano Guido D’Arezzo em sua homenagem à São João Baptista, é um exemplo de como o monopólio intelectual da Igreja Católica na sociedade medieval fez com que as produções artísticas seguissem a moralidade vigente, e a produção sonora enquanto instrumento de catequização surtiu um impacto na difusão da música do período. É neste momento que as entidades eclesiásticas medievais retornam aos antigos textos gregos para entenderem a filosofia da “música universal”.
Pitágoras relacionou o estudo da música à astronomia. O filosofo acreditava que o Sol, a Lua e os planetas, percorriam em órbitas esféricas em volta da Terra, e faziam o universo vibrar criando uma música das esferas e assinalando a existência de uma harmonia no universo. Chegaram à conclusão como haviam previstos os filósofos: os modos surtiam efeitos “éticos” e podiam despertar emoções no ouvinte. Por exemplo, o modo dórico expressa o etos nobre, tranquilo, enquanto o modo frígio, o etos entusiasta e animado. Há uma história que conta que Pitágoras acalmou um jovem agitado de tendências violentas ao mandar o flautista passar de um modo para outro. Deste modo, foi assim que surgiu a teoria dos afetos sobre a música, explicando os efeitos causados num ouvinte a partir de uma noção funcional na estética sonora.
Com o surgimento da imprensa tipográfica e da gravura, a reprodução de textos e imagens permitiram às culturas o registro do conhecimento de seu tempo e produções artísticas, em reproduções que também transmitiam os ensinamentos dos antepassados. Livros, gravuras, esculturas, telas e partituras engendram o conhecimento de uma época e a necessidade de uma atenção à materialidade das obras para um melhor entendimento da história. O alcance das obras visuais, literárias e das composições sonoras tornaram-se imensuráveis na era da reprodutibilidade técnica.
Os meios atuais de comunicação são adventos tecnológicos que inovaram as possibilidades de produção e de difusão de obras. A instantaneidade demonstra a velocidade que percorre a informação no mundo globalizado. O crescimento do acesso aos dutos da informação, via aparelhos eletrônicos industrialmente projetados como mercadoria, reflete os interesses de uma realidade que afirma o consumo.
É ingenuidade achar que o avanço da ciência e da tecnologia não possuem vínculo com interesses lucrativos. Por trás de todos os conflitos bélicos e guerras mundiais, houve um impulsionamento de pesquisas e o surgimento de inovações no campo cientifico, principalmente diante das situações críticas vividas nestes períodos. A química foi aprimorada pela sua utilidade nas trincheiras, a física desenvolveu usinas e bombas nucleares, a medicina serviu às atrocidades nos campos de concentração. A disputa por território e por recursos parece ser um problema insolúvel na história, e que parecem se agravar numa sociedade globalizada e consumista.
No dia 6 de agosto de 1945, às 08:15 (horário de Hiroshima), o pequeno garoto e seus 64kg de Urânio-235 demoraram 44,4 segundos para aterrissar. Enola Gay (o avião bombardeio) viajou alguns quilômetros antes de ser atingido pelas ondas de choque da explosão. A bomba H caiu sobre um hospital. Três dias depois, o homem gordo e seus 6,4kg de plutônio pousam em Nagasaki. Em 15 de agosto de 1945 o Japão se rende, assinando os papeis de rendição a bordo do convés de um navio americano, dando um diplomático fim à Segunda Guerra.
O surgimento da pop art na década de 50 expandiu ainda mais a noção das possibilidades de produções artísticas, o impacto em um número grande de pessoas em um curto intervalo de tempo ainda revela as fronteiras entre as inovações estéticas e a massificação. Por um lado, o acesso aos instrumentos e materiais permitem a criação autoral, advinda de qualquer pessoa que busque produzir de forma independente. Por outro, uma indústria fonográfica que estabelece tendências com a finalidade lucrativa sobre os interesses de consumo alheios, estipulados pela mídia e pela propaganda que são financiadas pelos mesmos que fomentam o consumismo. A falsa hegemonia vendida nos produtos alimenta e impõe personalidades induzidas, e que busca sempre instigar quem consome a consumir mais e mais e mais.
Nesse âmbito, as produções artísticas estão condicionadas à pós-modernidade, as obras não dependem somente delas mesmas para se comporem. O campo ampliado expandiu e questionou o cabimento da palavra escultura. O termo espectador já não comporta mais quem integra a percepção e a interação com uma obra. A música eletrônica é manipulada compulsoriamente nas manifestações culturais e sonoras contemporâneas.
A música pop de hoje é notável pela popularidade a nível global de muitas melodias, mesmo que algumas sejam enquadradas como mainstream, ainda possuem melodias que cativam e agradam ao gosto de muitos ouvintes. Embora seja pouco falado, o millennial whoop está presente em muitas dessas músicas que provavelmente já ouvimos e que gostamos sem saber. A cadencia de notas que alternam entre as 3ªs e 5ªs notas de uma escala maior, está presente em muitas músicas conhecidas mundialmente na atualidade, e pode ser observado num padrão empregado em diversas canções da música pop dos dias atuais.
Essas são todas características que reverberam o nosso mundo, mas será que este mesmo mundo no qual vivemos hoje é o retratado pela arte? Se a arte expressa uma realidade, será que a arte que estamos convencionados à olhar e a ouvir expressa mesmo o que sentimos em relação à realidade que percebemos? Será que não há nenhuma interferência nas ondas que captamos? E se as informações do conteúdo que consumimos forem manipuladas? E se as imagens e sons que nos atingem forem todos programados para nos condicionar? E se a música que você gosta estiver sendo usada para te controlar?

Assinado, T.

Acadêmico: Yan Kimura